‘Inevitável’, diz Paes sobre chegada da variante ômicron ao Rio de Janeiro

Prefeito pregou "maturidade" para se se tomar decisões e voltou dizer que não há motivo para pânico

Eduardo Paes, prefeito do Rio - Foto: Reprodução/Internet

Para o prefeito Eduardo Paes, a chegada ao Rio da nova variante do Coronavírus, ômicron, é “inevitável”. O chefe do executivo municipal deu a declaração nesta quarta-feira (01/12), mesmo dia em que a Secretaria municipal de Saúde (SMS) comunicou a identificação do primeiro caso suspeito da cepa no município.

Durante a inauguração do projeto Circuito da Literatura, em Botafogo, na Zona Sul, o Prefeito afirmou que é difícil evitar que a variante se espalhe pelo mundo, mas reforçou que isso não deve ser motivo de pânico.

Por tudo que eu vinha lendo, é um pouco inevitável que essa nova cepa se espalhe pelo mundo, como foi com a Delta, E com a Delta aconteceu algo parecido. Parecia uma grande tragédia, e ela acabou tendo um índice de letalidade (que é o que nos incomoda, sempre o que mais nos importa) menor do que se previa, disse Paes, que acrescentou.

“Você já tem estudos da vacina de Oxford/AstraZeneca dizendo que ela combate essa nova cepa da mesma maneira que as outras variantes todas. Tudo isso tem que ser analisado, observado. Temos que tomar muito cuidado para não demandar da população o que, na prática, a população não vai fazer. Vamos ter muito cuidado, muito critério, não gerar pânico. Vamos tomar as decisões com muita serenidade e maturidade”.

Paes foi questionado sobre o cancelamento da festa de réveillon em 15 capitais e o Distrito Federal. O prefeito destacou que o evento será realizado apenas caso as evidências científicas o permitam, e disse que a decisão será tomada “em sintonia” com o governador Cláudio Castro, para quem o posicionamento definitivo das autoridades a respeito do acontecimento da festa deve se basear no cenário epidemiológico do estado nos primeiros 15 dias de dezembro.

“Respeito todas as decisões (dos municípios), como quero que respeitem nossas decisões aqui. Nós vamos aguardar o comitê científico monitorar como caminha essa nova cepa, os impactos dela, e tomar as decisões de acordo com a ciência. Se a gente não puder fazer, não será feito. Mas a gente entende que há um tempo para a tomada dessa decisão e vamos seguir no nosso planejamento, na nossa organização. Aquilo que se planeja a gente pode deixar de fazer. Aquilo que não se planeja não se pode fazer de jeito nenhum. E a gente prefere estar planejado. Estaremos em sintonia com o governo do estado, e acho que é isso, (vale) a primeira quinzena de dezembro. Muito depois disso fica muito em cima da hora para confirmar ou cancelar”.

Já sobre o Carnaval, Paes desconversou:

“Falta muito tempo. São três meses, pelo amor de Deus. Não dá para falar disso agora”.

Cobrança de comprovante de vacinação em novos locais

Um decreto da Prefeitura do Rio, publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (02/12), estendeu a exigência de comprovante de vacinação contra a Covid-19 em áreas internas e cobertas de bares, restaurantes, shoppings, hotéis, pousadas, salões de beleza táxis, transportes por aplicativo, entre outros (veja a lista completa abaixo). A nova medida estabelecida pelo município já começa a valer a partir desta quinta-feira (02/12).

Locais como academias, cinemas, teatros, museus e estádios, que já cobravam o “passaporte da vacina”, continuam com a restrição. A principal preocupação atual da gestão municipal é a propagação da variante ômicron.

Veja os locais do Rio que exigem o comprovante de vacinação:

  • bares, lanchonetes, restaurantes e refeitórios (áreas internas ou cobertas);
  • transporte de passageiros por taxímetro ou aplicativo;
  • boates, casas de espetáculos, festas e eventos em geral;
  • hotéis, pousadas e aluguel por temporada;
  • salões de beleza e centros de estética;
  • shopping centers e centros comerciais.
  • academias de ginástica, piscinas, centros de treinamento, clubes e vilas olímpicas;
  • estádios e ginásios esportivos (já era exigido);
  • cinemas, teatros, salas de concerto, salões de jogos, circos, recreação infantil e pistas de patinação (já era exigido);
  • museus, galerias e exposições de arte, aquário, parques de diversões, parques temáticos, parques aquáticos, apresentações e drive-in (já era exigido);
  • conferências, convenções e feiras comerciais (já era exigido).

2 COMENTÁRIOS

  1. De forma alguma trata-se de uma atitude imbecil como falaram alguns e, de jeito algum devem voltar atrás, pelo menos em relação aos shoppings.
    Esqueçam as mazelas e pensem mais no próximo, não é justo inúmeros estarem fazendo sua parte e alguns poucos botarem tudo a perder. Lembrem-se que tudo começou aqui, após o carnaval de 2020 onde nenhuma medida de prevenção foi tomada, agora tudo se repete, no mundo inteiro as coisas estão ficando mais restritivas e aqui pensando-se em Réveillon e Carnaval, a quarta onda da Covid chegou com tudo e a maior infecção de gripe é no nosso estado/cidade (hospitais lotados de casos), e não são só das crianças não vacinadas.
    Todos deveriam saber que a vacinação funciona e muito, mas não impede totalmente tanto a gripe como a Covid, aqueles que foram imunizados costumam ter casos leves ou ficam assintomáticos, de forma que temos que continuar a utilizar as máscaras.

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