Edifício A Noite foi o primeiro arranha-céu da América Latina - Foto: Reprodução/Internet

Nesta quinta-feira (16/07), o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) assinou um acordo que transfere o Edifício A Noite, localizado na Praça Mauá, Zona Portuária do Rio de Janeiro, à Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Economia. Com isso, a SPU poderá leiloar o edifício, o que deve acontecer em agosto, de maneira virtual. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2013, o prédio é avaliado em aproximadamente R$ 90 milhões.

De acordo com Fernando Bispo, secretário da SPU, o leilão do edifício vai livrar o Governo Federal de um alto custo mensal, principalmente num período em que as instituições têm tentando otimizar os espaços, a utilização e os gastos públicos.

”A sociedade do Rio de Janeiro vai ganhar com o desinvestimento desse prédio. Geraremos aqui emprego, uma oportunidade para o Centro da cidade em um lugar estratégico”, disse Fernando durante a cerimônia realizada na sede do Inpi.

Já o presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial, Cláudio Vilar Furtado, classificou a venda do histórico prédio como ”um passo extraordinário para o Rio”.

”Aos 50 anos da autarquia, estamos dando um passo extraordinário para a cidade do Rio de Janeiro, em um momento novo na gestão do patrimônio público representado por prédios de diversas instituições em um programa extremamente ambicioso e muito bem concebido”, disse Cláudio.

Primeiro arranha-céu da América Latina

Inaugurado em 1929, sendo o primeiro arranha-céu da América Latina, o Edifício Joseph Gire (seu nome oficial) tem 28 mil metros quadrados. São 102 metros de altura e 6 elevadores. Hoje tomado por tapumes e com aspecto de abandono, o local já abrigou o estúdio da Rádio Nacional e recebeu, por anos, grandes nomes como Cauby Peixoto, Dalva de Oliveira, Emilinha Borba e Francisco Alves. Em maio de 2015, o DIÁRIO DO RIO contou a história do empreendimento.

2 COMENTÁRIOS

  1. Como sempre, o Diário do Rio ter notícias pela metade!
    Coisa que o INPI transferiu para a União.
    Mas não diz se o INPI, que ocupou o prédio, está debaixo da ponte, se o órgão ainda existe ou foi extinto, ou, ainda, se foi transferido para outro estado. Lamentável Diário…

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