Marina da GlóriaUma nova era se iniciou no Rio de Janeiro quando as três esferas de poder (federal, estadual e municipal) se uniram para enfrentar o poder paralelo representado por traficantes fortemente armados e ocupar socialmente as comunidades afetadas. A implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) foi a primeira etapa de um processo sem paralelo no desenvolvimento de áreas menos favorecidas da cidade. Essa verdadeira revolução contribuiu decisivamente para que o Rio se transformasse em rota obrigatória do turismo internacional, sendo recentemente alçado, pelo jornal The New York Times, ao posto de principal destino turístico mundial.

Problemas de infraestrutura, que estão sendo mitigados com vistas a estarem solucionados até a Copa de 2014, são o fim da primeira etapa na evolução do segmento turístico. Uma nova fase tem de começar imediatamente, para que o Brasil não perca a oportunidade de, no futuro, vir a ser um dos países que mais recebam turistas no mundo. Um dos desafios atuais é a internacionalização do Rio de Janeiro, através do aprimoramento da qualidade da política de turismo, com o claro objetivo de garantir excelência nos serviços prestados e tornar a atividade sustentável no longo prazo.

O turismo é uma das atividades mais rentáveis no mundo. Não por acaso, a capital fluminense tem atraído grandes redes internacionais de hotéis, a fim de suprir as necessidades de vagas para os megaeventos que sediará. Em épocas de crise, como a que se abateu sobre a Europa, o turismo se consolidou como atividade econômica fundamental para países como Espanha e Portugal, por exemplo. Ainda que o Brasil sofra cada vez menos os efeitos de crises externas, é fundamental que garanta políticas de longo prazo para atrair grande contingente de turistas e também os de alto poder aquisitivo. Os gastos na cidade podem e devem ser ampliados.

Apesar da evolução da gestão pública do turismo, é necessário que sejam criados, via concursos públicos, quadros técnicos qualificados, que possam realizar programas e políticas para o setor no médio e no longo prazo, sem a descontinuidade comum às mudanças de governo.

É fundamental também a adoção de procedimentos-padrão de metrópoles de países desenvolvidos, desde os mais simples – implantação de sinalização adequada nas ruas e em pontos turísticos, com placas bilíngues de caráter informativo e educativo – até esforços para garantir acesso a cursos de idiomas e programas de qualificação continuada para todos os prestadores de serviço diretos e indiretos. O comércio também pode contribuir, ampliando o número de atendentes bilíngues.

Pesquisas atualizadas e confiáveis constituem outro elemento fundamental para ampliar a profissionalização do setor, por serem importantes guias para a tomada de decisão dos entes públicos e empresários. Por isso, devem ser realizadas de forma sistêmica.

O País já deu provas de que pode ultrapassar muitos obstáculos do setor. No entanto, ir além, dependerá da união entre o poder público e a iniciativa privada, num esforço para que a atividade turística seja um dos mais importantes vetores do desenvolvimento econômico do Brasil.

29 anos, advogado, é o mais jovem eleito para a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, na qual é membro da Comissão Permanente de Justiça e Redação. Presidiu a Atlética de Direito, o Centro Acadêmico de Direito e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da PUC. Foi um dos criadores do Movimento Ficha Limpa e, atualmente, preside a Juventude Progressista. É pós-graduado em Direito Fiscal pela PUC-Rio e cursa pós-graduação em Administração Pública na FGV e Gerência e Gestão de Projetos na UFRJ.

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