Foto: Divulgação

Na última sexta-feira (30/04), uma comitiva do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizou uma prospecção para definir o percurso que integrará a Via Sacra. A iniciativa contou com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que foi responsável por conduziu a caminhada.

Em fevereiro deste ano, o Iphan – autarquia federal vinculada à Secretaria Especial da Cultura e ao Ministério do Turismo – e a Arquidiocese do Rio de Janeiro, instituição responsável pelo Santuário Cristo Redentor, firmaram um acordo de cooperação em cerimônia aos pés do Cristo. Desde a celebração do contrato, estudos vem sendo desenvolvidos para selecionar as trilhas e sinalizações que vão integrar o caminho.

A previsão que as instalações fiquem prontas no fim deste ano, como parte das ações para a comemoração dos 90 anos do monumento.

A Via Sacra consiste no percurso da Paixão de Cristo, em memória de sua caminhada ao carregar a cruz. No Cristo Redentor, o trajeto será realizado através da ressignificação de trilhas históricas já existentes na floresta do Corcovado, com o uso de placas e sinalizações feitas de materiais biodegradáveis.

Com todos os cuidados que a pandemia de Covid-19 acarreta, é uma satisfação prosseguirmos com o trabalho de campo. A transcendência espiritual deste projeto será reforçada pelo contato com a Mata Atlântica e a contemplação da paisagem carioca, podendo assim incluir os mais diversos segmentos da sociedade. O apoio do ICMBIO tem sido fundamental para pensarmos soluções que atendam tanto a sustentabilidade ambiental quanto o conforto e a segurança dos futuros visitantes“, avalia o superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Olav Schrader.

Principal cartão-postal carioca, o Cristo Redentor oferece uma vista panorâmica da cidade. Este bem cultural integra a região do Rio chancelada em 2012 como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Trata-se da primeira área urbana no mundo a ter reconhecido o valor universal da sua paisagem cultural.

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