Extração de DNA - Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

O Jardim Botânico do Rio de Janeiro participa da 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), de 2 a 10 de outubro, oferecendo ao público mais de 30 atividades. São oficinas, estandes expositivos, jogos, rodas de conversa, palestras – presenciais ou remotas – que abordam as coleções e as atividades científicas e tecnológicas desenvolvidas pela instituição, trazendo para o público conhecimento científico sobre temas atuais relacionados às plantas e seus usos e à conservação da biodiversidade. Com dez dias de duração, este será o maior evento de divulgação científica já realizado pelo JBRJ, envolvendo seus diversos setores e equipes.

A SNCT tem como tema, este ano, “A transversalidade da ciência, tecnologia e inovações para o planeta“. No espírito dessa temática, várias atividades programadas pelo JBRJ abordarão questões que estão no centro do debate contemporâneo. É o caso, por exemplo, do vídeo “Sequestro e estoque de carbono: o que é e qual o papel nas mudanças climáticas?”, que será lançado no evento, bem como de uma palestra online no dia 8/10. Quem se interessa pelo assunto terá ainda a oportunidade de fazer um trajeto no arboreto e participar, com os pesquisadores, da coleta de dados para medição do estoque de carbono das árvores do Jardim. A atividade acontece nos dias 4, 7 e 9.

Se as árvores retêm o principal gás que provoca o aquecimento do planeta, nunca foi tão importante falar de restauração de florestas e nascentes de água, assunto de um dos estandes que estarão montados dentro e fora do Galpão das Artes. Já o Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora) apresentará sua contribuição na proteção da flora brasileira e abrirá, no dia 6, o 2º ciclo de elaboração do Plano de Ação Nacional para a Conservação do Faveiro-de-Wilson (Dimophandra wilsonii), primeiro a ser realizado no âmbito da flora brasileira.

Para conservar a biodiversidade é preciso conhecê-la e, num país megadiverso como o Brasil, isso só é possível com bons sistemas e bases de dados. Uma oficina online no dia 7 mostrará para que servem e como usar os sistemas do Herbário Virtual Reflora, Flora do Brasil, Jabot, Catálogo de Plantas das UCs do Brasil e CNCFlora, todos desenvolvidos pelo JBRJ. Antes disso, no dia 4, uma mesa redonda online tematizará ciência aberta e dados abertos.

Nas manhãs dos fins de semana (2, 3, 9 e 10/10), será a vez da tecnologia aplicada à educação ambiental, com a atividade Jardim Virtual com oficina de pintura de solo. As crianças poderão fazer uma visita virtual em 360 graus pelo arboreto e depois transformar suas impressões dessa vivência em pinturas utilizando pigmentos de solo, sob a orientação da equipe do Serviço de Educação Ambiental do JBRJ.

Quem nunca comeu PANCs vai se surpreender com as Plantas Alimentícias Não Convencionais, em uma conversa saborosa com a pesquisadora Viviane Kruel no restaurante Green Garden, no dia 7. O cultivo e os usos das plantas para a boa alimentação e a saúde também estarão em foco no estande de Educação Alimentar, montado pelo Centro de Responsabilidade Socioambiental (CRS) do JBRJ, e em rodas de conversa na Coleção de Plantas Medicinais, que mostrarão por que é preciso conservar a diversidade cultural tanto quanto a biológica.

Há muito mais para aprendermos com as plantas do que em geral se imagina. Elas podem, por exemplo, inspirar o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, como o público poderá descobrir na palestra online sobre Biomimética vegetal, no dia 5. As relações entre a forma e a função das flores, por sua vez, será abordada online no dia 9.

A interação entre plantas e animais também é destacada na programação com uma palestra sobre o papel e a importância dos polinizadores para a agricultura e a biodiversidade, no Museu do Meio Ambiente no dia 10, com um estande no Galpão. Além disso, em uma roda de conversa no arboreto, no dia 3, os visitantes poderão conhecer as abelhas sem ferrão, que têm ninhos em várias árvores do Jardim e no Meliponário. Em outra palestra no Museu, no dia 8, o destaque serão os tucanos que vivem no arboreto.

Os estandes do Laboratório de portas abertas, do herbário, a oficina de exsicatas e, no Gramado em frente ao Galpão, a atividade Expedição do Pesquisador mostrarão como é o trabalho dos botânicos, tanto no espaço da instituição quanto em campo, nas diferentes regiões do Brasil.

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