O Jardim Botânico do Rio de Janeiro entrega nesta sexta (22/10), a primeira fase do processo de revitalização do Solar da Imperatriz. Localizada no Horto Florestal, em área limítrofe ao Parque Nacional da Tijuca, a edificação é um raro exemplar da arquitetura semi-rural no Rio de Janeiro, construído no século 19, como sede da Fazenda do Macaco. Atualmente, o prédio sedia a Escola Nacional de Botânica Tropical, primeira do gênero na América Latina, que abriga cursos de extensão, mestrado e doutorado, com programas direcionados ao conhecimento da flora nacional, ecossistemas brasileiros e conservação das espécies. O pórtico e a fachada do prédio passaram por reforma.

Na sexta-feira (22/10) e sábado (23/10), serão oferecidas, gratuitamente, ao público duas visitadas guiadas, por dia, ao local, às 10h e 14h. Os grupos terão 15 pessoas cada um, que também ganharão o livro “Solar da Imperatriz”, organizado pela historiadora Alda Heizer. O acesso ao Solar será feito em micro-ônibus, disponibilizado pelo Jardim Botânico. O ponto de encontro será o Centro de Visitantes, de onde os participantes serão acompanhados por guias. Para participar das atividades, é preciso fazer inscrição prévia pelo e-mail cvis@jbrj.gov.br ou telefone (21)3874-1808.

O Solar da Imperatriz integra a Trilha do Patrimônio do Jardim Botânico do Rio, que apresenta os principais monumentos e cinco sítios arqueológicos e conta a história bicentenária da instituição. O Solar está situado em uma área tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), desde 1973, como conjunto paisagístico do Horto Florestal, registrado como sítio arqueológico integrante do JBRJ.

A partir do fim do século 19, a edificação teve diversos usos. Em 1884, foi instalada lá a sede do Asilo Agrícola, para órfãos terem uma educação formal e aprenderem técnicas de plantio e cultura agrícola. A partir de 1938, sediou o Serviço Florestal do Brasil. De 1973 a 1989, abrigou parte da extinta Fundação Pró-Memória e cursos da Fundação Getúlio Vargas. No fim do século 20, passou por obras de restauração que devolveram parte de suas feições originais. Em 2001, o Solar foi reinaugurado com o propósito de sediar a Escola Nacional de Botânica Tropical do JBRJ.

De acordo com a arquiteta e urbanista do Jardim Botânico Dalila Tiago de Mendonça, a partir do fim do século 19, o prédio manteve uma linguagem arquitetônica característica das chácaras e solares situados nos arredores da cidade do Rio de Janeiro. Ainda segundo ela, as chácaras e os solares dispunham de um programa arquitetônico mais amplo que as moradias urbanas, por estarem situados em lotes maiores.

A transferência da Corte Portuguesa para o Brasil, em 1808, além de novos hábitos, introduziu novidades na arquitetura. Os traçados de uma arquitetura colonial portuguesa, até então predominante, adquiriram influências do neoclássico europeu, que podem ser apreciados na arquitetura do Solar – destaca a arquiteta no livro “Solar da Imperatriz”.
Ainda na publicação, Dalila de Mendonça ressalta que o Solar guarda elementos de uma moradia semi-rural, a casa principal, uma capela, situada na lateral esquerda, com parede em pedra, e o porão, com colunas feitas de pedras, onde foram descobertos vestígios da senzala.

Durante muitos anos, acreditava-se que o Solar da Imperatriz teria sido presente de D. Pedro I para sua esposa, D. Maria Amélia. Houve uma confusão entre duas propriedades na época. O presente recebido pela imperatriz foi a Fazenda dos Macacos, localizada na região do bairro da Tijuca, no Andaraí, confundida com a Chácara do Macaco, no Jardim Botânico, cujas terras avançavam pelo Alto da Tijuca.

Serviço – Visita guiada ao Solar da Imperatriz, no Horto Florestal
Datas: sexta-feira (22) e sábado (23)
Horários
Manhã
9h45 – Ponto de encontro no Centro de Visitantes do Jardim Botânico – Rua Jardim Botânico, 1.008
10h – Saída do micro-ônibus para o Solar da Imperatriz
10h20 – Visita guiada ao Solar da Imperatriz
Tarde
13h45 – Ponto de encontro no Centro de Visitantes do Jardim Botânico – Rua Jardim Botânico, 1.008
14h – Saída do micro-ônibus para o Solar da Imperatriz
14h20 – Visita guiada ao Solar da Imperatriz

As visitas guiadas duram cerca de uma hora. São 15 vagas em cada uma das visitas previstas. As atividades são gratuitas. Para participar, é necessário fazer inscrição prévia pelo e-mail cvis@jbrj.gov.br ou telefone (21) 3874-1808.

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui