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O tema não é novo, mas todos ainda se lembram como o prefeito de Nova Iorque conseguiu reduzir de uma maneira impressionante a criminalidade e a desordem nas ruas da cidade. Com isto, resgatou o turismo, os negócios e fez a Big Apple voltar a ser um destino importante para os viajantes pelo mundo.

O Rio de Janeiro padece deste mal há muito tempo. Assaltos, mendigos nas ruas, turistas estrangeiros e mesmo brasileiros, com medo de virem à Cidade Maravilhosa. Empresários e brasileiros em geral se mudando para outros países ou estados. Restaurantes e lojas fechando, empresas de segurança privadas faturando milhões.

Temos que começar a mudar isso já!  As leis e nosso Código Penal estão ultrapassados, protegem os bandidos. Possivelmente, leis incentivadas pela turma de esquerda que ao longo dos anos, considera estas pessoas vítimas da sociedade. O problema cresce dia a dia.  E nós, as pessoas comuns, como ficamos? Obrigados a andar por Copacabana, Ipanema e em outros bairros da nossa cidade com medo da violência e de ser assaltados, vendo mendigos e “cracudos” dormindo nas ruas e transformando nossos canteiros em banheiros. Lugares que deveriam ser absolutamente seguros se transformando em infernos.

 A solução a médio e longo prazo seria mudar o sistema penal, mas isto demora e exige políticos corajosos. Portanto, cabe a nós, pessoas comuns, com apoio da prefeitura, governo do estado, Ministério Público e Poder Judiciário implantarmos um sistema piloto para melhorarmos esta situação absurda. Temos o exemplo bem sucedido do policiamento Segurança Presente, que ajudou a melhorar o problema de assaltos nos bairros, as blitz da Lei Seca que diminuíram o número de acidentes causados por pessoas embriagadas. Mas está na hora de fazermos coisas mais profundas, implantando o TOLERÂNCIA ZERO JÁ!

Nossa proposta é a criação de um perímetro dentro do qual a taxa de criminalidade será reduzida a zero. Mas isso é possível? Claro. Basta ver o já citado programa Segurança Presente, que reduziu os crimes em mais de 90% nas regiões onde foi implantado.

Para criar o perímetro é preciso um pacto entre as instituições:  Guarda Municipal, as polícias Civil e Militar, a Defensoria Pública, o Ministério Público, o Poder Judiciário, a ALERJ e os Tribunais de Contas Estadual e Municipal. Todos têm que se comprometer a jogar do mesmo lado: o lado do projeto que também precisará do apoio do governador, do prefeito, dos deputados, vereadores e da imprensa para que possamos implantá-lo.

O PERÍMETRO DO TOLERÂNCIA ZERO JÁ!

O projeto precisa necessariamente ser implantado por uma força tarefa, baseada em conceito desenvolvido por Roberto Motta, responsável pela transição da segurança pública do Gabinete de Intervenção Federal para as secretarias de polícia e recente Secretário de Segurança do Estado. O projeto consiste no seguinte.

1)Definir as áreas a serem incluídas no perímetro

2)Definir a forma de trabalho conjunto entre a Guarda Municipal e as Polícias Civil e Militar, seguindo o modelo do projeto Segurança Presente.

3)Conseguir o comprometimento da Defensoria Pública, do Ministério Público, do Poder Judiciário e da ALERJ com o projeto.

4)Criar um conselho de gestão do projeto, com a participação do governador e do prefeito, para acompanhar de perto os resultados.

O projeto TOLERÂNCIA ZERO JÁ não tem a pretensão de acabar com a criminalidade. Ele é apenas um instrumento para garantir a sobrevivência do Rio, até que medidas estruturais sejam tomadas. A proposta é que o projeto piloto seja iniciado em Copacabana, bairro mais conhecido do Brasil, e um dos mais visitados por turistas do mundo.

*Jose Koury é empresário e fundador do grupo Rio Vamos Vencer

4 COMENTÁRIOS

  1. É sempre o mesmo olhar de preconceito.
    É a criminalização dos indesejados na contramão da ação multidisciplinar com foco na reabilitação, na educação, formação, oportunidade, dignidade…

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