Tudo começou com um jogo mágico de tabuleiro com duas crianças libertando um sujeito que ficou preso lá dentro por décadas. Estou falando de “Jumanji”.

O clássico estrelado por Robin Williams conquistou o Canal Like (530 da Claro) e um lugar especial no coração de muita gente ao longo de várias gerações.E mais de vinte anos depois, esse conceito foi repaginado. Jumanji passou de jogo de tabuleiro pra vídeo game.

Se no primeiro filme o universo de Jumanji veio pro mundo real, em “Jumanji: Bem-Vindo à Selva” foi a vez dos jogadores serem sugados pra dentro do game.

Um grupo de adolescentes se transforma em avatares que, claro, são vividos por outros atores bem diferentes deles. A graça está justamente nessa troca de corpos, no contraste entre as personalidades dos jovens e as características físicas de suas versões no jogo.

O doutor SmolderBravestone tem a couraça de Dwayne Johnson. O especialista em armas MooseFinbar é vivido por Kevin Hart. Jack Black encarna o professor ShellyOberon e Karen Gillan é a dura na queda RubyRoundhouse.

Eles precisam sobreviver em uma floresta pra vencer o jogo e voltar pro mundo real. Apesar de todas as desavenças internas, esse grupo de alunos vai ter que se unir pra sair dali.

Cada avatar vem com três barras pretas no antebraço, o que indica que tem três vidas. Se um avatar for morto, uma das barras desaparece. Se o avatar perder todas as barras, a pessoa morre. Mas um jogador pode se dar ao luxo de ser generoso e desistir de uma de suas vidas pra reviver um avatar morto.

Quase um bilhão de dólares arrecadados nas bilheterias mundiais em 2017 atestaram o sucesso da empreitada e a continuação já era mais do que esperada.

“Jumanji: Próxima Fase” está disponível no Now e começa com Spencer, um dos adolescentes de “Bem-Vindo à Selva”, atravessando um período deprê. O personagem de Alex Wolff não se sente em condições de reencontrar os colegas com que participou de tantas aventuras na, digamos, fase anterior.

Além do mais, ele precisa passar as férias com o avô idoso que, por sua vez, também tem que lidar com seus próprios problemas.

É Danny DeVito quem vive esse avô, o Edward Gilpin. Ele é só a primeira novidade no elenco. A segunda vem na presença de Danny Glover, que interpreta Milo Walker. Milo é o avô de um dos amigos de Spencer, o Fridge, papel de Ser´DariusBlain.

Spencer se sente tentado a revisitar o mundo de Jumanji, então decide consertar o jogo.

Desta vez, então, Spencer e Fridge vão jogar o vídeo game com seus avôs. O que quer dizer que SmolderBravestone, MooseFinbar, ShellyOberon e RubyRoundhouse serão comandados por outras pessoas, o que vai gerar uma dinâmica bem diferente. Bravestone é o avatar de Edward, enquanto Finbar é o de Milo.

Pra se ter uma ideia da tensão, no mundo real, os idosos Edward e Milo brigam muito, porque foram parceiros de negócios. Eles eram sócios em um restaurante.

Enquanto Milo queria se aposentar, Edward preferia continuar na ativa, mas foi obrigado a seguir o caminho do ex-amigo de longa data. O que deixou um saldo de traições e arrependimentos nessa relação.

Fridge entra em Jumanji com o corpo de Oberon e as trocas entre jogadores e avatares vão se intensificando, quando Spencer assume o Bravestone.

Já a Martha, personagem de Morgan Turner, que esteve no primeiro filme, também entra na partida e continua jogando no corpo da Ruby. Aliás, é ela quem bota ordem na casa, já que Milo e Edward acabam criando o caos.

“Jumanji: Próxima Fase” expande o mundo do game, que apresenta novas regras. Os personagens vão além da floresta do jogo mostrada no primeiro longa e mudam de ambiente. Suas novas aventuras envolvem passagens por um deserto e por montanhas geladas.

E, como se fosse uma entidade à parte, o jogo parece ter vida própria e contra-ataca essa turma com armadilhas e obstáculos.

Outro destaque no elenco é Awkwafina, que ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Musical ou Comédia pelo filme “A Despedida”.

“Jumanji: Próxima Fase” é tudo o que uma continuação tem que ser: melhor e maior que o longa original. Além disso, ainda faz referências ao clássico de 1995, confirmando a teoria já provada em “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”: que tudo faz parte do mesmo universo.



Siga nossas redes e assine nossa newsletter, de graça

Jornalismo sério, voltado ao Rio de Janeiro. Com sua redação e colunistas, o DIÁRIO DO RIO trabalha para sempre levar o melhor conteúdo para os leitores do site, espectadores dos nossos programas audiovisuais e ouvintes dos nossos podcasts. O jornal 100% carioca faz a diferença.

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui