Kazuhiro: Investigação precária também gera insegurança

A imprensa chama a atenção novamente, dessa vez o jornal O Dia, para a profunda e já conhecida precariedade das condições de trabalho da polícia técnica e investigativa no Rio de Janeiro. As perícias e investigações são bastante prejudicadas, todos os dias, por problemas que parecem surreais mas são, infelizmente, muito concretos. 

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Faltam componentes químicos básicos para testes de DNA e outros exames periciais. A iluminação é precária nas instalações e impede a realização de tarefas. A rede elétrica – pasmem – não suporta a ligação na tomada dos equipamentos mais modernos. E não há detergente suficiente para limpar os vidros onde os exames são feitos com ajuda do microscópio.
Essa situação permite a reflexão de que a segurança pública, embora preveja o confronto armado, não se restringe a apenas isso. Este deveria, na verdade, ser o último recurso. Com policiamento ostensivo nas ruas, investigação bem estruturada e prevenção, os crimes seriam evitados ou pelo menos desvendados e quadrilhas seriam presas sem necessidade de disparos.

O governo atual afirma ter a segurança como prioridade. Wilson Witzel inclusive se oferece para participar de operações policiais e a campanha eleitoral do atual governador tratou bastante do tema. Se é assim, é importante que a administração entenda que a perícia de uma cena de crime, a descoberta de quem foi o assassino e, em resumo, levar os culpados à justiça também configura segurança pública e também inibe novos crimes.

Segurança não é só confronto, é também investigação, mas as condições de trabalho atuais deste setor dão a entender que isso ainda não foi compreendido. Que seja o quanto antes.

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