Lançamentos de construtora paulista que apostou em inovar construindo no Centro e Zona Norte já batem R$ 1 bilhão

Regiões do Rio que antes não recebiam investimentos do tipo, passam a gerar receitas robustas e entram no radar de grandes empresas do setor

Fachada Dez Ramos empreendimento da Cury na Zona Norte (Foto: Divulgação Cury)

Tão impactado pela pandemia do Coronavírus, o mercado imobiliário do Rio de Janeiro tenta retomar seus melhores momentos de alta na venda de imóveis residenciais. Para reconquistar esse espaço, diversas estratégias têm sido adotadas pelas empresas que constroem prédios na cidade, desde a reconfiguração de áreas tradicionalmente comerciais, como o Centro da Cidade, até um olhar mais atento para regiões pouco acostumadas a esse tipo de investimento, caso de alguns bairros da Zona Norte, sem contar uma nova fronteira que vem tendo retumbante sucesso: o Porto Maravilha.

Se para alguns trata-se de uma tática arriscada, isto é, aplicar mais recursos em endereços “sem praias” e outros diversos atrativos já mais que reconhecidos da Zona Sul e de parte da Zona Oeste carioca, para companhias como a Cury construtora, a decisão de apostar nesse nicho tem rendido bons frutos. A companhia acaba de atingir marca de R$ 1 bilhão em lançamentos imobiliários, com empreendimentos na Zona Norte, Porto Maravilha e Centro da Cidade. Tudo isso em apenas sete meses. Os paulistas devem estar comemorando muito. Com valor médio R$ 306 mil, os empreendimentos já têm mais de 60% das unidades vendidas.

Na parte central do Rio, por exemplo, o barulho causado pelo edifício “Pateo Narazeth foi enorme. O negócio é grande mesmo: conta com 814 unidades, em dois blocos que reúnem estúdios e apartamentos de 1, 2 e 3 quartos. Estima-se que mais de 9 mil pessoas se mudem para o prédio, que fica localizado no número 60 da avenida Cidade de Lima, no Santo Cristo. E isso numa região onde, antes da entrega dos empreendimentos novos, residem apenas 43.000 pessoas.

Esse foi o terceiro lançamento da Cury na região desde o ano passado. Ao todo, somados com os outros dois empreendimentos, já são cerca de 3 mil unidades habitacionais anunciadas, com um imenso percentual de apartamentos vendidos.

Já na Zona Norte, os imóveis da inovadora construtora paulista foram lançados em vários bairros: os mais recentes ficam localizados em Bonsucesso (Cury Bonsucesso, Dez Bonsucesso e Único Bonsucesso); São Cristóvão (Alto São Cristóvão e Urban São Cristóvão); Ramos (Dez Ramos) e Cachambi (Trendy Cachambi). As áreas, tanto na Zona Norte como no Centro, já possuem uma certa pujança em termos de serviços, transporte, cultura e entretenimento nos arredores.

Leonardo Mesquita, vice-presidente comercial da Cury, credita o sucesso de vendas da incorporadora em lugares pouco acostumados a receber esse tipo de investimento ao pensamento dos clientes de poder viver no bairro preferido sem ter que abrir mão de de conforto, lazer e segurança.

Acreditamos que esse importante marco da construtora é reflexo da nossa aposta em oferecer empreendimentos de alta qualidade em locais, até então, sem grandes investimentos. Percebemos que o carioca quer escolher o bairro da sua preferência para viver e encontrar nele um lar com estrutura e conforto. O carioca não quer fazer o caminho inverso, que seria encontrar o imóvel independente do bairro. Grandes lançamentos estão previstos ainda para este ano“, disse.

O executivo ainda revelou que a Cury enxerga a Zona Portuária do Rio como um ponto estratégico para impulsionar o progresso da cidade e para lançamentos de imóveis residenciais. Segundo Leonardo Mesquita, a visão da empresa está alinhada com a nova forma de pensar dos cariocas, que tem dado preferencia por morar mais próximo do trabalho e áreas de lazer, resultando em uma qualidade de vida. Nada é, afinal, mais moderno do que morar mais perto do trabalho.

A Cury acredita no Rio de Janeiro. Acredita que é possível viver com conforto e ter qualidade de vida em qualquer bairro, através da entrega de empreendimentos sofisticados, seguros e com ampla opção de lazer para toda família, seja na Zona Norte, Zona Sul e até na região central da cidade. Percebemos a Zona Portuária do Rio como o novo vetor de crescimento e desenvolvimento da cidade e por isso apostamos em lançamentos na região, seguindo a nova proposta de vida do carioca. Seguindo as tendências e necessidades das rotinas de moradores de grandes cidades, lançamos um empreendimento icônico em uma das avenidas mais importantes da cidade: a Presidente Vargas“.

Xodó de possíveis compradores, as áreas de lazer dos condomínios podem ser fatores decisivos na hora de definir a aquisição de um imóvel. E nesse quesito, as empresas têm investido cada vez mais para atrair os futuros moradores. Os “mimos” vão muito além das tradicionais “piscinas” ou “quadras poliesportivas”, indo desde cowworking (espaços de trabalho compartilhados), áreas gourmet, rooftops (o famoso terraço), cine open air (cinema a céu aberto), entre outros atrativos. Todos presentes nos empreendimentos do Centro e da Zona Norte. No caso do lançamento da Presidente Vargas, o prédio tem estação de metrô praticamente própria, a menos de 10 passos da portaria.

Para além dos diferenciais de infraestrutura, os apartamentos da Cury, que variam entre 35 e 40 metros quadrados, podendo ser de 1,2 e 3 quartos (incluindo suíte), apresentam uma série vantagens, como piso laminado nos dormitórios, reservatório de reuso, bacia sanitária com duplo acionamento, arejadores de torneiras, aquecedor a gás, armário inteligente para recebimento de encomendas.

O direcionamento das organizações para essa fatia do mercado, que engloba Zona Norte e Centro do Rio, tão pouco explorada outrora, tem sido importante para descobrir uma nova tendência do setor e uma provável nova mola propulsora para e economia da cidade, que cada vez mais se vira para a região onde foi fundada originalmente.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Tenho vontade de jogar meu diploma de engenharia no lixo quando vejo essa construtora (e algumas outras, sobretudo uma que é conhecida por ter o mesmíssimo projeto para todas as obras) fazendo prédios com espaço para ar condicionado de janela na parte de baixo do andar… Primeiro que ar condicionado de janela já nem deveria mais ser estimulado dada a ineficiência energética em relação aos splits, segundo que todos sabem que o ar frio desce e o ar quente sobe e essa ‘jenialidade’ de colocar o aparelho na parte de baixo impede a convecção do ar. Simplesmente ridículo!

  2. Vou mandar essa para um paulista (aliás, como muitos outros) que vive dizendo que o Rio de Janeiro é a “vergonha nacional”… Mas acredito que não vai fazer muita diferença para ele, não tem cara de investidor, é só um motorista de caminhão mesmo

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