Largo da Carioca - Foto: Rafa Pereira / Diário do Rio

Voltando ao ritmo normal com o avanço da vacinação contra Covid, diversas regiões do Centro do Rio vem recebendo uma série de super operações promovidas pela Prefeitura e voltadas para a organização e reconquista do espaço urbano. A região, incensada pelos novos lançamentos de condomínios residenciais que surgiu no esteio do projeto #revivercentro, começa aos poucos a retomar o fluxo de pessoas.

Entre as ações empreendidas pela prefeitura, estão o patrulhamento da região pelas forças de segurança, o acolhimento social de moradores de rua, diálogo com os ambulantes da região, limpeza e conservação das ruas e calçadas, podas e plantio de árvores, além da implementação da iluminação de led nos postes do entorno. Tudo isso foi prometido quando da instalação do chamado Gabinete de Crise do Centro do Rio, criado pelo prefeito Eduardo Paes com o intuito de repensar a região central, com a colaboração da sociedade civil e dos principais órgãos municipais que devem atuar na região, esquecida desde a posse do ex-prefeito Marcelo Crivella.

Operação no Largo da Carioca (Foto: Divulgação Subprefeitura do Centro)

A programa entrou em sua terceira fase, com os agentes municipais atuando na reordenamento do Largo da Carioca. O projeto também já passou pela praça Mahatma Gandhi, Cinelândia e metrô da Carioca, localidades que estão inseridas nas áreas de excelência do Reviver Centro. O chamado “quadrante de ouro”, chamado assim pelo prefeito por serem áreas a servir de exemplo de organização, limpeza e conservação, vem se expandindo um pouco mais lentamente do que inicialmente anunciado, mas ao menos com eficiência, pois os espaços ganhos têm sido mantidos.

Veja como ficou o Largo da Carioca apenas com os ambulantes registrados na Prefeitura do Rio:

O que é o Reviver Centro?

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O intuito, segundo as autoridades, é reestabelecer a presença do poder público para gerar maior sensação de segurança, conforto e estimular o potencial econômico do Centro, visando a retomada das atividades. Recentemente, empresas como a seguradora internacional Prudential e a Faculdade de Medicina Idomed, adquiriram ou alugaram espaços na região e estão transferindo para lá suas operações. Isso trará mais movimento à área, que sofreu não só com a pandemia mas com a mudança de várias grandes empresas para a região do Porto Maravilha, que conta com os edifícios mais modernos da cidade.

A iniciativa é uma parceria das Secretarias de Ordem Pública, Conservação, Guarda Municipal, Comlurb, Subprefeitura do Centro, entre outros órgãos municipais. O sub-prefeito do Centro Leonardo Pavão esteve presente supervisionando os trabalhos desde cedo.

Operação no Largo da Carioca (Foto: Divulgação Subprefeitura do Centro)

O secretário municipal de Planejamento Urbano, Washington Fajardo, explica que oCentro do Rio foi muito impactado pela crise econômica e pela pandemia do Coronavírus.

Esse território foi desenhado, por muitas décadas, para viver em função do trabalho. Sem os trabalhadores, porém, se tornou frágil, vazio. Ele é o coração da Região Metropolitana do Rio, e se o Centro não se recupera, impacta numa área muito maior. O Centro precisa de uma virada para se recuperar. Além das leis que buscamos aprovar, para atrair mais moradores, mais negócios e mais vida para a área, estamos estabelecendo diretrizes de gestão, qualificação e manutenção do espaço público e dos bens históricos“.

Já o secretário de Ordem Pública, Brenno Carnevale, destacou como a inciativa tem grande impacto na vida população carioca.

Estamos desenvolvendo, junto à Secretaria de Planejamento Urbano e outros órgãos municipais, mais uma Área de Excelência Urbana no Centro. Iniciamos na Cinelândia, expandimos pela Avenida Rio Branco até a Nilo Peçanha e agora estamos recuperando o Largo da Carioca. É uma ação que será constante e terá impacto direto na vida da população carioca. Devolveremos o espaço público para a sociedade, com uma cidade organizada e ordenada, sempre com muito diálogo e interação com a sociedade civil”.

O subprefeito do Centro, Leonardo Pavão, garantiu que a ocupação e a recuperação da região central da cidade serão feitas de forma permanente.

O objetivo é devolver ao carioca o espaço público com os serviços em funcionamento adequado. Desde iluminação pública, conservação, limpeza das calçadas, além de muito diálogo e respeito com os ambulantes. Estamos fazendo de tudo para que os serviços retornem à população, buscando sempre ouvir, conversar e reorganizar o espaço

4 COMENTÁRIOS

  1. A Prefeitura abandonou a Zona Sul. Os moradores de rua, pedintes e ambulantes estão por toda a parte. Não se pode andar em paz pelas ruas. Sujeira, desordem, decadência, insegurança e bagunça ganham mais espaço a cada dia. Mas o prefeito nada faz.

  2. Aqui na zonal sul vc esbarra em um viciado morador de rua a cada 10 mts , vc tem q pedir licença para entrar na área cx eletrônico de um banco. Cheio de morador de rua. IPTU altíssimo. Custo benefício zero. E não venha por a culpa no presidente pois ele é o q menos manda no país. Eficiência da prefeitura em carnaval, aplicar multas, combater camelôs. Rio, capital mundial da mendigancia.

  3. Enquanto Cascadura tem uma praça abandonada e cheio de viciados, até com armários no meio da praça ilegais, que já foram denunciados pelos moradores pra a Gel Madureira e para a subprefeitura, que nada fizeram. Pra que esses órgãos, se não atendem a população e protegem o erro. Até a secretária de postura já esteve no local e nada fez.

  4. Para qué plano diretor? Se o prefeito abandonou zona norte. Cascadura, Quintino, Piedade, Tomaz Coelho, Pilares e etc…com praças abandonadas e dominadas por viciados. Cascadura tem até armários ilegais na praça que já foram denunciados para a Gel Madureira e subprefeitura e ninguém tomou providências. Absurdo a população não ser atendida para retirada de coisas ilegais e até camelôs amontoados nas calçadas. Proteção? Será?

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