A Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial emitiu uma nota hoje em que ameaça suspender os desfiles de suas agremiadas em 2018 caso o prefeito Marcelo Crivella (PRB) mantenha a decisão de cortar pela metade a subvenção da Prefeitura às Escolas de Samba, hoje em R$ 2 milhões por escola.

A LIESA considera que os desfiles geram um “aumento substancial de arrecadação de impostos e receitas diretas e indiretas proporcionadas durante o período de preparação e realização dos desfiles carnavalescos” e que  “tal medida anunciada trará graves consequências para a produção do espetáculo, tornando inviável a realização do mesmo, nos moldes em que é anualmente apresentado“. Realmente, o desfile traz retorno para a cidade mas não são os tais dos R$ 3 bilhões como os defensores do subsídio dizem, esse valor é o total que rende o carnaval para a cidade, onde o desfile é parte substancial mas não única.

A de verificar que o Poder Público já entrega a LIESA uma série de facilidades, que vão do fechamento das principais vias da cidade para o desfile, como a Presidente Vargas. Sem contar os homens da Guarda Municipal, CET-Rio, Ordem Pública, que nesse período ficam no entorno da Marquês de Sapucaí. Será que se aumentar o subsídio, eles aceitariam pagar por esse custo?

Como disse nesse editorial, se as escolas creem que precisam de R$ 12 milhões para fazer um bom desfile, que procure outras fontes de renda. Seja através da iniciativa privada, licenciamento de produtos, que mirem nos clubes de futebol.

Ameaçar não desfilar, ou melhor, chantagear a Prefeitura, é apenas desespero de algumas agremiações que acham que tem direito ao dinheiro dos pagadores de impostos. De resto, duvido que cumprirão a ameaça, o desfile está ligado diretamente a sobrevida das Escolas de Samba.

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