Foto: Luis Alvarenga

O SuperaRJ, programa do Governo do Estado, que prevê um benefício para micro e pequenos empresários, microempreendedores individuais (MEIs), profissionais autônomos ou informais, que sofreram com os impactos provocados pela pandemia da Covid-19 tem possibilitado o retorno desses profissionais ao trabalho. A linha de crédito é fornecida por meio da Agência Estadual de Fomento do Rio de Janeiro (AgeRio) em diversos segmentos econômicos.

É o caso de Helder Cristiano de Carvalho, responsável Spaghetteria Massas.com, que se divide entre a Vila Cruzeiro, na Penha, e o Jacaré, bairros da Zona Norte da cidade do Rio. A segunda filial da Spaghetteria Massas que acaba de ser inaugurada e é fruto do investimento do microempresário, de 34 anos, por meio da linha de crédito do SuperaRJ. Com o financiamento de cerca de R$ 4 mil, Helder recuperou alguns equipamentos e conseguiu abrir a loja no Jacaré. Ambas trabalham no formato delivery e contam com a ajuda dos aplicativos de entrega rápida de refeições em domicílio.

“Além do conserto da geladeira, fiz algumas obras de adaptação na loja da Vila Cruzeiro. Com a outra parte do dinheiro, adquiri um computador para a filial do Jacaré, o que faltava para abrir a loja. Meu projeto é deixar uma parte da verba para fluxo de caixa, porque aprendi que é muito importante. A loja não pode ficar no zero”, explicou Helder.

No Noroeste do estado, na cidade de Varre-Sai, o casal Edna e Josimar Vieira conseguiu reabrir a papelaria que administram após linha de crédito de R$ 8,6 mil obtida pelo SuperaRJ. O estabelecimento chegou a ficar fechado durante um mês, entre os meses de março e abril do ano passado.

“O fechamento foi bem ruim, mas o pior momento foi no início deste ano porque juntou as férias escolares com o movimento, já que vinha fraco desde 2020. Com essa verba, vamos comprar novas mercadorias para o estoque com foco no segundo semestre. Estamos com a expectativa de que as vendas comecem a melhorar a partir do Dia das Crianças”, disse Josimar.

Com a estilista Vanessa Marcelino, de 35 anos, que usou a linha de crédito para retomar as atividades do seu negócio, aconteceu algo parecido. Ela já pensava em investir no comércio online de roupas femininas e acessórios. Mas teve receio de que uma marca nova – a Una Trend – não ficasse conhecida. A opção pelo investimento no ponto físico foi a alternativa encontrada e, atualmente, a confecção funciona em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

Com o fechamento do comércio, em 2020, em virtude das medidas restritivas para conter o avanço do coronavírus, o antigo plano foi colocado em prática: os produtos começaram a ser divulgados nas redes sociais e contato com clientes foi feito por meio de aplicativos.

“Quando teve início a retomada, estávamos sem dinheiro para investimento, principalmente para seguir com a venda online e estoque”, lembrou Vanessa,

A empresária explica de que forma o crédito de cerca de R$ 28 mil do SuperaRJ será usado.

“Já começamos a nos organizar na nova sala, que servirá de ponto de apoio para a loja, com parte do estoque, e local para fotos para o ambiente virtual. Em breve, até início de agosto, o site estará no ar. Estamos bem otimistas e com boas expectativas para a época de fim de ano. Não vamos fechar a loja física que, inclusive, está com processo seletivo aberto para contratação de dois funcionários”, disse Vanessa.

A nova sala da loja foi alugada há pouco tempo e começa a tomar forma de escritório. Para ano que vem, mais planos: a aposta será no atacado, segundo Vanessa, que desenha as próprias roupas da loja

“Um programa como esse é o caminho para a retomada da economia. Parado não dá para ficar. É investir em quem quer trabalhar. Faremos quatro anos com a loja em Copacabana e gostamos muito deste ponto por receber muitos turistas. Por isso, a ideia de investir no comércio virtual porque, quem conhecer a marca, poderá encontrá-la em qualquer parte do mundo”, concluiu a empresária.

Além da linha de crédito para os empresários, o SuperaRJ também conta com o formato do auxílio emergencial para pessoas que se encontram em situação de pobreza e extrema pobreza, além daquelas que perderam empregos.

Costa do mar, do Rio, Carioca, da Zona Sul à Oeste, litorânea e pisciana. Como peixe nos meandros da cidade, circulante, aspirante à justiça - advogada, engajada, jornalista aspirante. Do tantã das avenidas, dos blocos de carnaval à força de transformação da política acreditando na informação como salvaguarda de um novo tempo: sonhadora ansiosa por fazer-valer!

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui