A Angela Marsiaj, que escreve para o Blue Bus, escreveu uma pequena resenha hoje sobre o livro “Império a Deriva”, de Patrick Wicken, que conta um pouco da vinda da Família Real ao Rio de Janeiro, e sua estadia em nossas terras.

Eu também li este livro, e posso dizer que é ótimo. Concordo com a Angela, que as várias correntes de historiadores devem discordar de boas partes do livro, mas a narração é muito bem feita, o que torna o livro gostoso de ler. E como ano que vem se completa 200 anos da Chegada da Família Real ao Rio de Janeiro, é uma boa idéia estar a par do assunto, seja para assistir o desfile das escolas de samba de 2008, ou para um papo de bar, já que a Prefeitura do Rio está investindo nesta comemmoração, e a cidade estará no clima deste aniversário.

Abaixo trechos da resenha de Marsiaj, mas leia o artigo completo.

Se voce tem aversao ao tema por causa das aulas de História do Brasil (ou pior, de Educaçao Moral e Cívica), nao desista. Se fica um pouco cansado do tom de farsa do filme de Carla Camurati, idem. Sem ideologizar, Wilken constrói um relato histórico de ambientaçao tao forte que parece filme, mas daqueles bem realistas. Nao sei o que diriam os historiadores das várias correntes, mas foi minha diversao nos 3 dias da semana passada em que fiquei fora de combate, com gripe.

Nesses dias, fui transportada para as docas, em Lisboa, nos momentos que antecederam a fuga da Família Real. Sempre fico perdida em mudanças, mas imagine uma dessas em larguíssima escala (um Governo inteiro mais cerca de 10 mil pessoas). O autor descreve como, no princípio, se faziam preparativos na surdina, embalando documentos de Estado, bibliotecas inteiras, pratarias, quadros e baús com algum planejamento. Mas, com as tropas de Napoleao às portas da cidade, o caos tomou conta – famílias se separaram, caixas importantes ficaram ao relento no cais, damas da corte embarcaram para a travessia do Atlântico só com as roupas do corpo.

Descriçoes igualmente fortes contam da chegada ao Brasil e do retorno a Portugal, 13 anos depois. Além das descriçoes, relatos individuais sao outra força do livro. Há a história vista pelo menino cuja família ficou em desamparo em Portugal; há o caso do arquivista que zarpou para o Rio e foi aos poucos aderindo aos costumes locais; há emissários estrangeiros; há as cartas da realeza.

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