Foto Cleomir Tavares / Diario do Rio

Por Luís Leão: Presidente do Clube Empreendedor Brasil e do Instituto Coalizão Rio e empresário de logística há 28 anos

O esvaziamento do Centro do Rio, que começou muito antes da pandemia mas foi agudizado por ela, só se reverte pela ocupação residencial, processo capaz de trazer vida e consumo, criando um círculo virtuoso. Apenas apostar no modelo ultrapassado de uma região de escritórios não vai recuperar o coração do Rio.

Esse é o conceito que guia o projeto Reviver Centro, conduzido pelo secretário de Planejamento Urbano do município, Washington Fajardo, e liderado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD). Para que se torne realidade é necessário o apoio da população aos projetos de lei que tramitam na Câmara Municipal. Os PLs 11/2021 e 190/2021, que podem ser consultados no site.

A ocupação residencial do Centro é facilitada por ser essa uma região em que já há a infraestrutura instalada, não exigindo grandes investimentos públicos. Além disso é uma área com equipamentos culturais, várias opções de lazer, supermercados e lojas.

Para se tornar mais atrativo, o Centro precisa da atenção dos diversos níveis de serviços públicos, desde a limpeza urbana, iluminação, paisagismo até a intensificação da segurança. A prefeitura, com o apoio do Governo do Estado, já começou a se fazer mais presente e já se notam algumas melhoras, que precisam ser ampliadas.

Entre elas o devido cuidado com os moradores de rua e com os camelôs, ambos consequências trágicas da crise prolongada que vive o país, que reduz as oportunidades de empregos e joga muitas pessoas literalmente para a sarjeta. Cuidar dessas pessoas é talvez o maior desafio para que a recuperação do Centro se consolide. Mas não é algo impossível para uma cidade que é a segunda mais rica do país.

O Centro do Rio ainda concentra cerca de 800 mil postos de empregos. Boa parte de quem trabalha na região veria como grande oportunidade poder morar perto do trabalho, sem perder tempo em grandes deslocamentos todos os dias. Casar os dois lados da questão abre chances para investimentos imobiliários, estímulo ao comércio, geração de novos empregos e renda.

No Centro do Rio começou a história da nossa cidade. Em suas ruas e praças estão registradas as transformações que se sucederam ao longo dos séculos.
Agora, temos o desafio de recuperar sua vitalidade, voltando a ser um bom lugar para a gente morar, trabalhar, fazer negócios e se divertir, que ninguém é de ferro.

1 COMENTÁRIO

  1. Uma coisa importante: tem que haver projeto, infraestrutura e logística, porque sem isso o que pode acontecer é dar tudo errado, e o Rio ficar pior.

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