A agenda de campanha do candidato à Prefeitura do Rio em 2020, Luiz Lima, começou bem cedo nesta sexta-feira (23/10), na Zona Oeste. Mais precisamente às 6h22, no BRT de Santa Cruz, quando ele entrou na longa fila que se formava na estação. Ao desembarcar no Terminal Alvorada, na Barra, quando já passava das 8h, ele falou sobre os transtornos da viagem e contou que ouviu muitas reclamações de passageiros.

O problema maior é o tempo de espera. Entrei na fila em Santa Cruz, às 6h22, mas o ônibus só saiu às 6h54. Foram 32 minutos esperando. Isso num ponto inicial de embarque, onde os ônibus chegam vazios. Falta agilidade e organização. As pessoas não podem perder 32 minutos numa fila na ida e na volta, pois aí é mais de uma hora no total, se o problema se repetir. O asfalto é muito irregular, balança muito, é desconfortável e contribui para o veículo ter problemas mecânicos. O ônibus veio cheio, com muitas pessoas em pé, eu inclusive. O tempo da viagem foi de uma hora e dez minutos até o Alvorada. As pessoas têm que ficar menos tempo esperando. Tem que ter mais ônibus, porque há muita demanda. Os ônibus saem cheios. Pessoas embarcam no meio do percurso e já encontram o ônibus lotado. É nítido que o número de ônibus é inferior ao necessário para atender à população com qualidade. Mais que isso, o serviço é mal distribuído. No começo e no fim do dia, os ônibus são lotados, mas nos horários de “vale”, no meio do dia, há ociosidade no serviço. Não podemos mais aceitar que as empresas de ônibus continuem lucrando com o péssimo serviço oferecido à população. A gente não pode perder, todo dia, mais de meia hora aguardando a ‘boa vontade’ das empresas“.

Apesar do péssimo serviço prestado pelo Consórcio BRT, o candidato ressaltou que alguns dos problemas são causados por uma parcela de usuários. “Existe também o mau uso do serviço e a pouca educação de alguns cariocas que depredam o bem público. É muito preocupante também quando uma pessoa entra no ônibus e quebra um assento, um vidro. Existe um tempo para repor esse assento, esse vidro. O ônibus fica inutilizado. A educação é primordial. Não adianta lutarmos para oferecer serviço público de qualidade, se o próprio cidadão arrebenta o que é de uso dele próprio“, analisou.

Para aliviar os transtornos diários dos passageiros, Luiz Lima estabeleceu como prioridades para o seu governo aumentar a fiscalização da prefeitura, colocar mais ônibus rodando e reativar a operação das dezenas de estações do sistema BRT que estão fechadas.

São mais de 50 estações que não operando, e isso causa um tumulto no serviço. Cabe à prefeitura e ao próprio cidadão fiscalizar, denunciar e, de certa forma, coibir o cidadão que está depredando algo que foi construído com dinheiro público. Estas estações têm que ser ocupadas, revitalizadas, bem cuidadas e fiscalizadas. O cidadão que destrói tem que ser punido, tem que ser preso. É um crime você destruir algo que foi construído com recurso de todos nós“, defendeu.

Luiz Lima afirmou que poderá abrir uma nova licitação para o sistema BRT, caso não aconteçam melhorias. “A gente precisa fazer com que as concessionárias atendam ao cidadão com regularidade e eficiência. E cabe à prefeitura, se essas concessionárias não estiverem atendendo o que foi combinado, fazer uma nova licitação, para que as concessionárias venham a desempenhar o serviço de forma correta. O descaso do governo Crivella no setor de mobilidade é notório. Tem que ter fiscalização. Além disso, o Ministério Público já determinou que o BRT Transoeste regularize a operação das linhas para evitar a superlotação. É preciso, ainda, organizar as filas com o auxílio de agentes nas plataformas e exigir manutenção das portas das estações“.

Por fim, para amenizar o caos no BRT, Luiz Lima vai terminar as obras do corredor Transbrasil, que ligará Deodoro ao Centro. Outras metas que estão no plano de governo do candidato do PSL são ampliar faixas exclusivas para o transporte público, incentivar o uso de transportes com energia limpa e implementar um plano diretor aquaviário até 2022, articulando a região metropolitana e a Baía de Guanabara.

2 COMENTÁRIOS

  1. O BRT é o que há de pior e mais enganador.
    O certo era expandir o Metrô.
    Enquanto na China, por exemplo em Shenzhen eram duas linhas em 2009, com investimentos expandiram a malha para mais de uma dúzia de linhas em 2020 com propósito de chegar a vinte.
    Então, houveuita má vontade do Eduardo Paes à época que permaneceu por dois mandatos à frente da Prefeitura, bem como do Governo Federal, com Lula e Dilma, considerando a política de desenvolvimento diante de dois grandes eventos que propunham deixar legado (a Copa e as Olimpíadas).
    O BRT serviu é para aumentar o tempo de alguns trajetos obrigando a transferência, dificultar a fiscalização, como também usuários vandalizarem e acessarem sem pagar, além de acidentes.

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