Foto: Reprodução

Nesta segunda-feira (21/09), a maioria dos desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) votou pela inelegibilidade do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), porém a conclusão do julgamento foi adiada para quinta-feira (24/09).

Cinco desembargadores acompanharam o voto do desembargador relator, Cláudio Dell’Orto. Para ter maioria, eram necessários quatro votos. Mas, antes do fim da sessão, o desembargador Vitor Marcelo Aranha pediu vistas do processo. Por isso, apenas na quinta-feira, ele irá concluir seu voto, e a decisão será anunciada.

Conforme revelou a revista “Crusoé” no início do mês, Aranha foi professor de Flávio Bolsonaro, hoje um dos maiores aliados de Crivella na campanha à reeleição. Ele foi escolhido para a vaga no TRE/RJ por Bolsonaro após um dos nomes que compunham a lista tríplice ter sido impugnado pelo TSE. Ele, inclusive, já foi apoiado por Flávio na eleição para presidente da OAB/RJ, em que acabou derrotado.

O prefeito é candidato à reeleição e pode concorrer até que todos os recursos estejam esgotados, ou seja, até que o caso seja transitado em julgado. Ele ainda tem a opção de levar o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota, a assessoria do prefeito diz que “o julgamento ainda não terminou” e que, “após concluído e publicada a decisão, no prazo legal”, entrará com recurso.

A ação que pede a inelegibilidade do atual prefeito do Rio diz respeito a um evento na Comlurb em que Marcelo Hodge Crivella, filho de Crivella, foi apresentado como pré-candidato a deputado.

2 COMENTÁRIOS

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui