Dos 11 principais candidatos a prefeito do Rio, 7 já prestaram contas ao TRE do quanto arrecadaram para suas campanhas. A grande maioria apenas declara o fundo partidário, o grande campeão é Eduardo Paes (DEM), cujo partido investiu R$ 2.000.000,00 em sua campanha. Claro, ser o favorito nas pesquisas, ajuda muito. Para efeito de comparação, o candidato do partido em Salvador, favorito para ganhar no 1º turno, teve R$ 1.100.00,00 do fundo partidário transferidos até o momento.

O PROS também investiu forte na candidatura de Clarissa, 1.420.00,00, enquanto o PT colocou R$ 900.000,00 na campanha de Benedita e o PSC jogou R$ 500.000,00 na campanha de Glória Heloíza.

Dos que receberam doações, Fred Luz (NOVO) foi o que tem o maior total recebido, R$ 470.858,39, sendo R$ 50.213,39 do próprio bolso. Mas um dos empresários que doaram R$ 100.00,00, já teve nome envolvido com o passado negro do Rio de Janeiro, o empresário Célio Pinto de Almeida, cujo nome já apareceu envolvido com Sergio Cabral por participar de uma “Confraria do Vinho”, onde tinha o ex-governador, além de Luiz Fernando Pezão, e os ex-secretários , Wilson Carlos, Régis Fichtner, Sérgio Cortez e Sérgio Dias.

Paulo Messina já arrecadou R$ 22.000,00, sendo R$ 9 mil dele próprio. E outros R$ 13 mil do diretor de cinema e assessor especial do presidente Bolsonaro, Moacyr de Goes Filho. Enquanto Renata Souza arrecadou apenas R$ 5.000, R$ 2.000 dela e R$ 3.000 de Thomas Prisco, que já foi assessor de Freixo.

  • Bandeira de Mello (REDE) – ainda não prestou contas
  • Benedita (PT) – R$ 900.000,00 do fundo partidário do PT
  • Clarissa Garotinho (PROS) – R$ 1.420.00,00 do fundo partidário do PROS
  • Crivella (Republicanos) – ainda não prestou contas
  • Martha Rocha (PDT) – ainda não prestou contas
  • Eduardo Paes (DEM) – R$ 2.000.000,00 do fundo partidário do DEM
  • Fred Luz (NOVO) – o NOVO não usa fundo partidário, até agora o candidato declarou ter arrecadado R$ 470.858,39, sendo 50.213,39 do próprio bolso. R$ 100 mil do herdeiro do Icatu, Luiz Antônio Nabuco e outros R$ 100 mil do empresário Célio Pinto de Almeida, cujo nome já apareceu envolvido com Sergio Cabral por participar de uma “Confraria do Vinho”, da qual também participavam o ex-governador, além de Luiz Fernando Pezão, e os ex-secretários , Wilson Carlos, Régis Fichtner, Sérgio Cortez e Sérgio Dias
  • Glória Heloíza (PSC) – R$ 500.000,00 do fundo partidário do PSC
  • Luiz Lima (PSL)- ainda não prestou contas
  • Paulo Messina (MDB) – arrecadou R$ 22 mil, sendo R$ 9 mil de seu próprio bolso e R$ 13 mil do diretor de cinema e assessor especial do presidente Bolsonaro, Moacyr de Goes Filho.
  • Renata Souza (PSol) – arrecadou R$ 5.000, sendo R$ 2.000,00 doados por ela própria, e R$ 3.000,00 de Tomas Prisco, que já foi assessor jurídico de Marcelo Freixo.

3 COMENTÁRIOS

  1. Malandragem demais atrapalha. É malandragem covarde citar a contribuição de um amigo do Fred Luz para a campanha dele, vinculando o apoiador ao Cabral, só para livrar o candidato do Diário, Eduardo Paes, da informação, essa sim, relevante, de usar 2 milhões de reais do dinheiro do fundo eleitoral. Jogadinha para dizer que o Novo não usa dinheiro do fundo mas de origem esquisita. Por isso, o jornalismo está cada vez mais desacreditado. Que tal vocês relembrarem aqui tudo o que disse Eduardo Paes sobre César Maia quando lhe foi conveniente bajular Cabral e Pezão. Beijar a mão de dona Mariza, depois de chamar o filho de ladrão. Pena que o Diário prefira Eduardo Paes ao Rio. Enfim. Sigamos

  2. Com relação ao destaque que foi dado a doação do empresário Célio Pinto de Almeida para a campanha do Fred Luz é importante destacar que o empresário é recorrente em doar nas campanhas eleitorais tal montante, além de respeitar o limite imposto em lei de 10% do rendimento bruto do doador. Importante também saber separar uma doação às claras, registrada no TSE, declarada pelo Fred Luz de qq ilegalidade. Tentar comparar Sergio Cabral com Fred Luz é um total despropósito. Para referência nas eleições de 2016, esse mesmo empresário doou cem mil reais para a campanha do deputado estadual Carlos Roberto Osório (PSDB) para a prefeitura.
    A transparência da doação já indica claramente que não há qq ilegalidade ou relações ocultas, já que foi dada a devida publicidade, bem diferente de caixa 2 do que o Paes está sendo acusado pelo MP (site ig 02/set). Outro exemplo na mesma linha foi a Marina Silva (Rede) que recebeu, entre outros montantes, R$ 100 mil de Carlos Bracher e ainda R$ 50 mil de Fernão Bracher, ambos da família que está à frente do banco Itaú e nem por isso implica em relações ou compromissos ocultos assumidos com o grupo financeiro. Na mesma linha é o que aconteceu recentemente com um vereador do PSOL que recebeu doações 75.000 de pessoas como Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central, o cineasta João Moreira Salles e a herdeira do banco Itaú Beatriz Bracher que também gerou brigas internas do partido onde o Freixo inclusive ameaçou sair por entender que foi uma doação às claras e sem contrapartidas e que o partido estava errado em condenar, matéria publicada aqui no diário.
    Por fim cumpre destacar que o Partido NOVO foi o único partido que devolveu R$ 36.000.000 (trinta e seis milhões de reais) do fundo eleitoral que tinha direito de volta aos cofres públicos para que possa ser utilizado em prol do cidadão.
    O que está errado na verdade é o tal fundo partidário bilionário que foi criado com o nosso dinheiro financiar candidaturas e partidos que não nos representam. Isso sim que é errado. A doação compulsória e imposta ao cidadão é a que deveria estar sendo combatido ou questionado (essa usada e muito pelo Paes, etc) e não as doações voluntárias recebidas e feitas às claras, dentro da lei, e declaradas ao TSE pelo Fred Luz (NOVO), ou como comentei tb aplicáveis à Marina Silva (Rede) e ao Wesley Teixeira (PSOL).
    Enfim, o que de fato prejudica o cidadão no financiamento das campanhas? O Fundo Partidário bilionário ou as doações voluntárias?
    Achei que faltou esse contraponto na matéria. abçs.

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