Mais de 90% do corpo docente da educação infantil do Rio são mulheres

O Instituto Rio21 analisou os dados do Censo da Educação Básica 2020 para exibir o perfil dos docentes da cidade do Rio neste Dia dos Professores

Foto: Reprodução/Escolas Disruptivas

Nesta sexta-feira (15/10), é comemorado o Dia dos Professores. Em razão disso, o Instituto Rio21 analisou os dados do Censo da Educação Básica 2020, pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a fim de exibir o perfil dos docentes das diferentes etapas de ensino da cidade do Rio de Janeiro.

A etapa de ensino com a maior quantidade de professores no Rio de Janeiro é o Ensino Fundamental, que contém 35.286 educadores. Em seguida, temos o Ensino Médio, no qual o corpo docente é composto por 16.607 pessoas. Já o Ensino Profissional é a etapa com o menor número de professores: apenas 4.232 lecionam nesse nível.

De acordo com os dados, há uma concentração de educadores do sexo feminino na Educação Infantil. Tanto na creche quanto na pré-escola, mais de 90% do corpo docente é composto por mulheres. No entanto, esse percentual caí à medida que as etapas de ensino vão avançando. No Ensino Profissional, menos da metade dos professores são do sexo feminino.

Também há evidências de que educadores do Ensino Infantil tendem a ser mais jovens do que das demais etapas de ensino. Enquanto na creche 21,1% dos professores têm menos de 30 anos, no ensino profissional esse percentual é de apenas 3,2%, apresentando uma diferença de 17,9 pontos percentuais com relação ao corpo docente da creche.

Quanto ao nível de escolaridade, pelo menos 50% dos docentes possuem ensino superior completo em todas as etapas de ensino, exceto na creche. Na creche, 46,0% dos educadores concluíram o ensino médio e 41,4% concluíram a graduação.

De acordo com a pesquisadora do Instituto Rio21, Carolina Carvalho: “O domínio de docentes do sexo feminino no Ensino Infantil deve-se parcialmente a imagem de cuidadora atribuída às mulheres. Ainda há um grande estigma contra homens em cargos de cuidado na sociedade, principalmente quando a pessoa recebendo atenção é uma criança”.

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