Protesto contra o PL 490 na Avenida Radial Oeste, na Zona Norte do Rio, em 28 de junho de 2021 - Foto: Reprodução/TV Globo

A manhã desta segunda-feira (28/06) no Rio de Janeiro começou com uma manifestação na Avenida Radial Oeste, na altura do Museu do Índio, no Maracanã. O protesto, inclusive, interdita a via, que geralmente é bastante movimentada por ser um elo de ligação entre a Zona Norte e a região central da capital fluminense.

O ato, iniciado por volta das 07h, é contrário ao projeto de lei federal 490 (PL 490), que tem como objetivo promover alterações em relação à demarcação de terras indígenas e no acesso a povos que vivem de maneira isolada. O grupo ateou fogo em pneus e colocarou lixo na avenida, ocupando toda a faixa sentido Centro. Cerca de 30 minutos depois, uma faixa foi liberada. Já às 07h45, as barricadas foram removidas, mas os manifestantes seguiam no asfalto.

Os participantes do protesto escreveram na pista frases como ”Parem de nos matar”, ”PL 490, não” e ”Marco temporal é genocídio”.

PL 490

Apresentado inicialmente em 2007, o PL 490 foi trazido novamente à pauta recentemente por deputados aliados da atual gestão do Governo Federal. Ele teve seu texto-base aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), liderada por Bia Kicis (PSL-DF), parlamentar bolsonarista. De acordo com lideranças indígenas, a medida, caso realmente seja aprovada, irá facilitar a exploração desses territórios.

4 COMENTÁRIOS

  1. Cambada de vagabundos!!
    Índios paraguaios,safados!!
    Aldeia maracanã,papagaiada!!Nunca houve um índio naquela região, era só um MUSEU!!!!As terras demarcadas são IMENSAS!!!Não precisam mais de 1 palmo de terra!!!E esses daí,de índio não tem é nada,tem é de vagabundo querendo teta!!!

  2. Essa questão de demarcação de reserva indígena já deu! Já tem terra demarcada em demasiado, desproporcionalmente à quantidade de indígenas. O PL requererá que só se poderá demarcar uma reserva se na época da promulgação da constituição os indígenas já ocupassem a terra com sua tribo original, o que é justo. A constituição pensou na demarcação como uma forma de manter-lhes o sustento e a cultura, mas apenas se o indígena se mantém desde sempre como tal: um silvícola, que dependa desde sempre da caça e da pesca ou agricultura de subsistência. O que isso quer dizer? Índio que vista xorte da Adidas não é silvícola, não é mais protegido por esse princípio, é já convertido em cidadão como qualquer um e por isso teria as mesmas obrigações.

    No momento em que algo é demarcado, acabou-se, dificilmente ela é desfeita. E a área se torna estéril economicamente falando. Vide a reserva Raposa Serra do Sol, antes muito produtiva em arroz, hoje muito produtiva em FOME.

    Hoje, sem esse PL, basta uma ONG pressionar e o Congresso atribui qualquer extensão de terra em qualquer lugar que queira a qualquer grupo que se intitule indígena – ainda que eles dirijam Toyota Hilux e usem iPhone 12. Isso é INJUSTO! O PL visa trazer o Brasil aos princípios que a Constituição de 1988 preconiza.

    • Aliás muitos índios de lá que eram produtores foram prejudicados ,e sem sustento viraram favelados na capital!!Raríssimos são índios q não foram aculturados….no norte todos tem sangue índio nas veias!!!IOs q se dizem índios e usam havaianas, não podem ser considerados índios, são cidadãos como todos nós!!Quer se passar por índio de verdade?Vai ficar pelo mato pelado,caçando e pescando,e sem um tylenol para se tratar!!

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