Em 2016, os cariocas ficaram entre a Cruz e a Foice, quando foram obrigados a escolher entre um fanático religioso, Bispo Crivella (PRB) um fanático de esquerda, Marcelo Freixo (PSol). Se o 1º representava a direita que não evoluiu, o 2º era de uma esquerda que também parou nos anos 1960. E assim o carioca participou de uma eleição que venceu o que tinha menos rejeição: Crivella.

E é esse mesmo jogo que o atual prefeito quer em 2020, de acordo com o jornalista Cássio Bruno de Informe/O Dia, “com o fim das coligações partidárias para a eleição proporcional, a tendência é que as legendas lancem candidaturas próprias à Prefeitura do Rio para puxar votos a quem concorrerá a vereador. Ou seja: a disputa para o Executivo ficará fragmentada entre vários concorrentes. É exatamente nesta estratégia que o prefeito Marcelo Crivella (PRB) aposta as fichas para tentar ser reeleito. E, neste cenário, acha que tem grandes chances de vitória caso vá para o segundo turno com o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL), como ocorreu em 2016, quando venceu a disputa contra o xará. Crivella aposta na rejeição do carioca a Freixo, um candidato de esquerda. Naquele ano, o atual deputado federal recebeu 1.163.662 votos no segundo turno, menos que as 1.314.950 abstenções”

O analista político do DIÁRIO DO RIO e pré-candidato a prefeito do Rio em 2020 pelo DEM, Bruno Kazuhiro, defende uma união do Centro político:

A gestão municipal hoje deixa a desejar e o mais prejudicado é o cidadão. As forças políticas de centro precisam se unir em prol da Cidade, pois uma eleição com centro fragmentado ajudaria, assim como em 2016, um segundo turno entre Crivella e um extremo, possibilitando a impensável reeleição do atual prefeito, que enfrentaria alguém com rejeição igual ou maior que a sua própria

Não sei se Crivella se garantiria nesta vitória em 2020, tamanha sua rejeição atualmente. Esse que aqui escreve, de direita, talvez votasse em Freixo neste 2º turno provável, e já tinha comentando sobre um provável repeteco de 2016.

Mas, Crivella tem de levar em conta outro fator. Em 2020, as forças conservadoras parecem que estarão divididas também com o governador Wilson Witzel (PSC) podendo apoiar Pedro Fernandes, pode ter o evangélico e ultra conservador Otoni de Paula pelo PL e também a maior força política conservadora atual, Jair Bolsonaro, que deve apoiar o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL). Inclusive, Amorim deu entrevista a Antonia Fontenelle falando de sua candidatura

2 COMENTÁRIOS

  1. Que Deus nos salve de um segundo mandato de Crivella! E pelo andar da carruagem, vem todo um séquito de ultra-conservadores nessa eleição, o que abre uma porta – para os menos extremistas – para uma chance de Eduardo Paes retornar à prefeitura. O funcionalismo municipal não gostou do mandato dele, mas se há uma coisa que não se pode falar dele é que não ame a cidade, e que o Rio não alcançou o apogeu durante suas gestões! E se o cara trata bem do Rio, tô dentro!

  2. Como o Crivella vai para o segundo turno? A rejeição dele está girando em torno de 68% Ele não é burro e sabe que não vai para o segundo turno. Ele na verdade está fazendo uma pré campanha para deputado federal para 2022. A situação dele é muito difícil. Ele nem conseguiu eleger o filho deputado federal em 2018.

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui