Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Depois de 16 anos no PSol, o deputado federal Marcelo Freixo divulgou oficialmente em seu Twitter que deixa o partido. Diz que desde 2005 compartilharam uma bela história e ajudou a colocar o partido como centro da luta pela democracia brasileira.

Lembra de sua passagem pela CPI das Milícias, da oposição ao governo Sergio Cabral e Pezão. Além de sua disputa pela Prefeitura do Rio em 2012 e 2016, e que foi um front contra o governo Bolsonaro.

Diz que hoje, sexta-feira, 11/6, encerra o ciclo, mas que seguirá na mesma trincheira com o PSol, em defesa da vida, da democracia e dos direitos do povo brasileiro. E que a “decisão foi longamente amadurecida e tomada após muito diálogo com dirigentes nacionais e estaduais do partido, a quem agradeço pelas reflexões fraternas que compartilhamos nesse processo“.

E explica que sua saída se deve aos “graves retrocessos institucionais e humanos provocados por Bolsonaro em apenas dois anos de governo impõem novos desafios à democracia e à atuação do campo progressista. É urgente a ampliação do diálogo e a construção de uma aliança com todas as forças políticas dispostas a somar esforços na luta contra o bolsonarismo. É hora de colocarmos as nossas divergências em segundo plano para resgatarmos o nosso país do caos e protegermos a vida dos brasileiros.

Freixo também fala que as eleições 2022, da qual deve ser candidato a governador do Rio de Janeiro, será um plebiscito nacional sobre a Constituição de 1988, “se ela ainda valerá no Brasil. Por isso nós democratas não temos o direito de errar: do outro lado está a barbárie da fome, da morte e da devastação.Seguirei nessa caminhada, me dedicando à construção de pontes, reafirmando o valor do diálogo e o papel da política como meio de resolvermos de forma pacífica os problemas do nosso país

E conclui: “O nosso dever histórico é derrotar Bolsonaro nas urnas e o bolsonarismo enquanto projeto de sociedade. E sei que o PSOL e eu estaremos do mesmo lado para cumprir essa tarefa.

Tudo indica que Marcelo Freixo assina ainda hoje a sua filiação ao PSB e deve levar junto com ele outros nomes do partido, senão no momento, quando tiver a janela da infidelidade partidária.

7 COMENTÁRIOS

  1. Ahh, que clássico. Falar mal do Freixo e da esquerda: “defensor de bandido”, “comunista, vai transformar isso aqui em uma Venezuela”. Agora em termos práticos o que o cara fez na política? Trabalhou na luta dos direitos humanos, esteve a frente da CPI das milícias e do tráfico de armas e munições, até hoje recebe ameaça de morte de bandido por conta do seu trabalho. Até o tropa de elite e baseado na vida dele. E o que o Bolsonaro fez como deputado em 28 anos de mandato que tenha grande relevância?

  2. Torno a dizer: para Marcelo Freixo ser minimamente digerível, ele precisa deixar as suas visões e ponderações fundamentalistas e radicais. Não basta mudar plaquinha e número de partido.

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