No último dia 21, Stephen King, um dos autores mais lidos do mundo, completou 73 anos. Escritor prolífico, King já publicou mais de 50 livros e tem uma legião de fãs ao redor do planeta. Suas histórias fazem tanto sucesso que algumas delas foram adaptadas para as telas, como “It – A Coisa” e “O Iluminado” – cuja continuação, “Doutor Sono”, estreou nos cinemas no ano passado.

No livro Sobre a Escrita, o mestre do terror conta um pouco da sua história desde a infância, mostrando como fatos da sua vida influenciaram para que ele se tornasse o escritor que é hoje. King diz também que o apoio de sua esposa Tabitha no início da carreira foi fundamental para que ele não desistisse da escrita:

“Tabby jamais demonstrou qualquer dúvida. O apoio dela era constante, uma das poucas coisas com que eu podia contar. E sempre que vejo um primeiro romance dedicado à mulher (ou ao marido), sorrio e penso: ‘Aí está alguém que sabe’. Escrever é um trabalho solitário. Ter alguém que acredita em você faz muita diferença.”

Stephen também responde no livro algumas questões que sempre chegam a ele, vindas de seus leitores ou de jornalistas. E aproveita para dar dicas de técnicas de escrita para os aspirantes a escritores. É interessante e inspirador conhecer o processo criativo do autor ao escrever grandes sucessos como “Carrie, a estranha”, “Misery”, além dos outros já citados.

“A primeira versão – a Versão com Toda a História – deve ser escrita sem ajuda (ou interferência) de ninguém. Pode ser que, em determinado momento, você queira mostrar o que está fazendo para alguém (é muito comum que esse alguém seja a pessoa com quem você divide a cama), ou porque está orgulhoso do que está fazendo, ou porque tem dúvidas. A melhor coisa a fazer é resistir a esse impulso.”

É um bom livro não só para quem gosta de escrever ou é fã dos livros do Stephen King, mas também para quem se interessa pela vida de pessoas criativas – Stephen lê entre 70 e 80 livros por ano – e gosta de saber o que se passa em suas mentes. Sobre a Escrita foi lançado no Brasil em 2015 pela editora Suma, com tradução de Michel Teixeira.



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