O presidente da Fundação Nacional de Artes – FUNARTE, maestro Dante Mantovani anunciou ontem, dia 16 de janeiro, na sede da entidade o plano de ações para o novo ano de 2020.



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A instituição criada nos anos 70, exatamente dia 16 de dezembro de  1975, com muita prosperidade e poder de ministério, pois ainda não  existia o MinC como Ministério da Cultura, passou por um período de adormecimento de criatividade e de ações divergentes, onde a reclamação de cidades não contempladas com os editais era uma questão frequente.

O programa FUNARTE 45 , criado pelo maestro Mantovani  veio liberar e beneficiar o direcionamento para as políticas federais da arte, além de resgatar a história da instituição, de inestimável excelência para a cultura. Agora o benefício ao desenvolvimento econômico e social está liberto, ” vamos revitalizar a entidade e atuar com vigor para realizar e estimular ações práticas, que beneficiem diretamente a sociedade. Pretendemos que a FUNARTE seja a vitrine da cultura do País. Por meio dela mostraremos aos brasileiros e a todo o mundo um Brasil pujante, diverso e vitorioso” declarou Mantovani.

Ainda  como eixo estratégico da Fundação,  declarou “Temos que dar acesso às artes ao maior número de pessoas possível, para que cada cidadão brasileiro tenha acesso aos resultados dos programas da Fundação; às nossas linhas de fomento à produção artística; e ao nosso imenso acervo. Vamos fazer circular pelo Brasil a arte nacional e sua memória.O brasileiro tem que conhecer esse patrimônio imaterial,de valor inestimável. Vamos promover a descentralização da atividade artística dos grandes centros urbanos para outras regiões e para várias outras cidades do país. Essa linha de ação terá sucesso na estratégia de formação de público para a artes, um dos objetivos da Funarte, que também gera consumo e fruição – reforçando a cadeia produtiva das artes” complementa Mantovani.

Outro ponto muito importante, que defende o presidente é que ” No Brasil, a arte fica muito concentrada no Estado. Os artistas hoje são muito dependentes do fomento estatal. Consideramos que esse fluxo tenha que sair do Estado, pelo menos em parte. Por causa dessa concentração excessiva aconteceram distorções de direcionamento de dinheiro público para artistas milionários. Isso, no meu entendimento, é equivocado. Temos que usar verbas públicas para o artista iniciante, não para o já consagrado. Além disso, quando os governos têm papel muito forte na promoção da arte,sempre ocorre uma espécie de ‘ideologização da arte’. Esse não é o papel do Estado”.

A surpresa do evento é  que a instituição obteve  com apoio da Secretaria Especial da Cultura, um expressivo aumento de verba para a atividade-fim da Fundação nesse ano,  o super montante de R$38 milhões!  Esse valor deverá incluir valores do Fundo Nacional de Cultura e talvez de outros fundos federais.

Com a realidade da obtenção do valor alto e necessário, a FUNARTE lançará novos Editais a partir do presente mês de janeiro, que deverão seguir um alto padrão técnico. “Na minha gestão, para todas as ações, projetos e programas. Priorizaremos ainda mais os critérios técnicos. Isso,é claro, inclui o que será realizado por meio de editais. Em linhas gerais, a Funarte continuará seguindo os mesmos procedimentos para esses programas,tendo as diretorias das áreas-fim artísticas como responsáveis pela curadoria” acrescenta o maestro.
Finalizando declara que a “Funarte está à disposição de artistas e produtores, para que eles apresentassem os seus projetos. Estamos totalmente abertos ao diálogo. Aliás, ele já está ocorrendo com muita naturalidade e positividade”.

A coluna deseja êxito puro e crescente ao presidente da FUNARTE, maestro Dante Mantovani.

1 COMENTÁRIO

  1. Excelente Coluna, com todas as grandes novidades da gestão do novo Presidente da FUNARTE, Maestro Dante Montovani.
    Parabéns, Maria Luiza Nobre, nossa única colunista semanal de Música Clássica, bravo!!!

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