André Português (Miguel Pereira) passa seus dias de forma obcecada tentando atrair empresas à cidade. Jorge Miranda (Mesquita) usa a tecnologia de forma coordenada para atender a demandas da população. Waguinho (Belford Roxo) põe o pé no chão 24 horas para virar asfalto. Rogerio Lisboa (Nova Iguaçu) paga o funcionalismo pontualmente, como um cuco inglês. Wladimir (Campos) acorda e dorme pensando, com enorme empatia, em como melhorar a vida do povo. Hoje, esses 5 caras, juntos, seriam o governador dos sonhos do estado do Rio de Janeiro, segundo as pesquisas qualitativas que fizemos nos últimos 4 anos. As características peculiares de cada um deles são a materialização do que o estado, de fato, precisa.

Enquanto pesquisas de intenção de votos marotas, como as da Paraná Pesquisas e GPP, espalhadas em PDF por aí, distorcem o cenário, com cartelas de candidatos que excluem todas as possibilidades e vertentes, a cadeira de governador do estado, em vez de disputada por competência e trabalho, passa a ser buscada com politicagem.

Por isso, ao se apresentar à população, Claudio Castro (PL), que não passa de 1,5% na pesquisa Prefab/LabPop, sem Eduardo Paes (PSD) e Anthony Garotinho na cartela, é inflado a um patamar ainda irreal nesses institutos, de mais de 10%. O que do ponto de vista da população ainda é névoa, entretanto, é a total falta de identidade do governo, um governo ainda sem cara e sem atitude.

Para contribuir com o debate de 2022, elencamos, através dos 5 prefeitos descritos acima, as 5 marcas que um governador precisa imprimir para não ser visto como um Zé qualquer.

1. PAGAMENTO EM DIA/ECONOMIA NA MESA (Rogério Lisboa, Nova Iguaçu)

Se você perguntar à população de Nova Iguaçu qual a marca do prefeito Rogério Lisboa, poucos vão apontar. Seria mais do mesmo. Mas a escolha primordial do prefeito em pagar os funcionários em dia, por vezes antecipando até os soldos em feriados e dias especiais, mexe com a comunidade. Com milhares de colaboradores pagos, o comércio aplaude, a economia anda e a sensação é que de a cidade está viva, ativa e em desenvolvimento pleno. Você não encontra Lisboa em lugar nenhum. Em vez disso ele está lá fazendo conta para pagar os salários.

2. FIM DA BUROCRACIA/DEMANDAS ENTREGUES (Jorge Miranda, Mesquita)

Em Mesquita não adianta chegar na prefeitura com pedido de vereador. Não funciona. O prefeito Jorge Miranda, um aficionado por tecnologia, criou um sistema moderníssimo de atendimento à população. Além das demandas via aplicativo Colab, o prefeito tem uma acurada rede de informações cruzadas que possibilita saber tudo o que acontece na cidade. O sistema de saúde, totalmente automatizado, funciona que é uma beleza. E, mesmo sem ser aquele político amoroso na rua, para Miranda, o retorno que recebe é como se desse mil abraços por dia. Mesquita anda. E anda muito bem.

3. EMPREGO, EMPREGO, EMPREGO/FUTURO (André Português, Miguel Pereira)

Não há uma semana em que o atual prefeito de Miguel Pereira, André Português, não convide ou vá pessoalmente a uma grande rede varejista ou de comércio. No mês passado, foi recebido pelo empresário Luciano Hang, da rede Havan, e conseguiu convencê-lo a firmar estacas em Miguel Pereira. Português traçou para os próximos 4 anos metas ambiciosas, que podem fazer de Miguel Pereira uma cidade atrativíssima para o turismo em todo o Brasil. Parque dos Dinossauros, Maria Fumaça, Cidade do Vasco, Pizzaria Temática, Polo Gastronômico, entre outros vários projetos, vão fazer a cidade pulsar no futuro.

4. DIGNIDADE NA PORTA DE CASA/CIDADE DE VERDADE (Waguinho, Belford Roxo)

É absolutamente alucinante o volume de obras a todo vapor nas ruas de Belford Roxo. Bairros inteiros estão sendo asfaltados, sem parar. Nos últimos dois anos, ruas de lama ganharam nobreza e estão retransformando a cidade. De perfil mais popular e com característica mais agressiva e obreiro, Waguinho se tornou um dos prefeitos mais populares da Baixada Fluminense, graças a grandes articulações em Brasília e junto ao governo do estado. Belford Roxo, antes um município parado e sem perspectivas, começa a voltar a ter esperança.

5. EMPATIA, CARISMA E AMOR PELA CIDADE/AUTOESTIMA (Wladimir Garotinho, Campos dos Goytacazes)

O povo quer um governante que saiba ouvir. E Wladimir, da Família Garotinho, passa sua administração na rua escutando as pessoas. Numa cidade com tantos problemas como Campos dos Goytacazes, dar a cara a tapa é no mínimo um sinal de muita coragem. Wladimir pegou um município estraçalhado pela administração anterior, de Rafael Diniz, e, com muito jogo de cintura, carisma e empatia com a população, mudou a relação de sua família com as pessoas. Mais calmo, menos bélico e bastante ativo nas redes sociais, Wladimir dá explicações reais à população, sem desculpas e com o tempo que for. Campos, esse enorme reduto eleitoral, tem a impressão de ter um prefeito com energia para enfrentar os seus problemas.

Claudio Castro deveria seguir os preceitos acima para mudar seu status. Do jeito que está, soa como um político normal. E a população não aguenta mais o político clássico, o do discurso fácil, rodeado de puxa-sacos, com gente mais preocupada em se locupletar do governo do que de fazer um governo real. Um governo de verdade. Esses 5 prefeitos, e outros mais, têm muito a ensinar a Castro.

2 COMENTÁRIOS

  1. E simples. Se o foco for o povo e não a estabilidade no poder, a administração pública entra nos eixos.
    O que complica na administração pública é a trabalheira enorme para se encobrir desvios de dinheiro, mudanças de estratégia para favorecimento de poucos em detrimento de todos e falta de realismo quanto às possibilidades de arrecadação, além de manter centenas de cargos, apenas por conta de acordos e conchavos politiqueiros.
    Se de um lado sabe-se o que se tem à mão (realismo das contas públicas) e de outro, o que se deve fazer para melhorar a condição social e material (competência administrativa), tudo se resolve como por milagre.
    No entanto, quando se governa já pensando nas próximas eleições, aceitando acordos custosos ao bem público mantendo um exército de mercenários cabos eleitorais, nada funcionará. A não ser para a autopromoção e para a desgraça do povo, obrigado a aguentar ver seus impostos se transformarem em degradação do bem comum.

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