A disputa para o Palácio Guanabara pode ter mais um nome: Marcelo Crivella (Republicanos). O ex-prefeito da cidade do Rio pode ser o plano B de Jair Bolsonaro. Não caiu bem em Brasília os flertes do governador Cláudio Castro (PL). E é nisso que se fiam políticos próximos de Crivella.

Essa promete ser a eleição mais sangrenta da história: do lado de fora dos pilares de Laranjeiras estão agora quatro nomes de peso de centro e de esquerda: Cesar Maia, Anthony Garotinho, Eduardo Paes (Felipe Santa Cruz), Marcelo Freixo e agora Crivella. Por fora, corre o nome de Marcos Capute, presidente da Fundação Severino Sombra, que detém o hospital de Vassouras e a Universidade de Vassouras, que está levando a sério a construção de sua candidatura.

Presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), apesar dos esforços desesperados da mídia amiga de Castro para empurrá-lo ao Senado, é, na atual conjuntura, o nome mais forte na mesa de Lula para uma disputa a governador. E isso pode mudar absolutamente tudo, já que Ceciliano trafega bem por todas as vertentes políticas.

Não será tarefa fácil para Castro. Nesse momento ele está imprensado entre a esquerda e a direita. É justamente onde está há uma enorme fragmentação de votos. Por isso o corre-corre pra entregar obras . Apesar dos esforços para vencer por WO, aglutinando partidos políticos, a estratégia do governador de se mostrar um trator de trabalho é a melhor saída para Castro.

Um fator salta-me aos olhos. Diferentemente de meses atrás, diante de algumas qualitativas que estamos fazendo nas classes D/E, há um sentimento crescente de rejeição a Lula e Bolsonaro e o real nascimento de uma terceira via. Nesse sentido, caso se confirme, para qualquer lado que Castro for será um risco. Pode surgir de fato uma alternativa e daí a possibilidade dos que estão de fora do Guanabara se associarem a ela.

Crivella, dizem os mais próximos, quer mesmo ir para a Embaixada da África do Sul, algo que tem a mão de Bolsonaro. Mas suas bases, alguns políticos e dirigentes tentam convencer Crivella a sair candidato a governador. Ele mesmo não trata o tema como prioridade. Mas o entorno trata.

Alguns segmentos importantes do eleitorado seguem órfãos: o interior não se vê representado por nenhum dos atuais postulantes, muito menos a capital. Os evangélicos, idem. Nesse momento há um vazio de liderança entre os candidatos. A horda de desempregados não enxerga em nenhum capacidade para resolver o problema.

A consolidação da chapa de Felipe Santa Cruz como candidato de Eduardo Paes é um gatilho também importante para o jogo. Paes vai tentar demonstrar que Cruz é o mais preparado e que pode ser ele o melhor representante dos não ouvidos.

Este é um artigo de Opinião e não reflete, necessariamente, a opinião do DIÁRIO DO RIO.

7 COMENTÁRIOS

  1. Povo burro demais como essa Marta aí, merecem o que têm, gostam de ver sempre a mesma patotinha a anos entrando e saindo Eleições a anos roubando dinheiro com Obras Superfaturadas.

  2. Se o Crivella ganhar qq cargo politico eu so posso acreditar que NAO TEM MAIS JEITO…pior politico dos políticos, RJ foi p o buraco com esse infeliz…

  3. Um cenário tão ruim como na eleição para prefeitura; péssimos candidatos.
    Espero que o eleitor fluminense dê a mesma resposta nas urnas, ou seja: que as abstenções superem os votos aos candidatos.
    Desse jeito o Rio de Janeiro não sai da miséria.

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