Marroni Alves: Camarotes na Sapucaí ofendem o Carnaval

Não dá para aceitar o povo que faz, vive, ama Carnaval sentado no chão duro das arquibancadas e essa galera que aparenta amar samba, confortável nos camarotes, apática e com desdém das escolas de samba.

Desfile das Escolas de Samba, 2022 - Abril de 22 | Foto: Rafa Pereira - Diário do Rio

O enredo da São Clemente em 2019 já alertava: cuidado, pois em qualquer momento “o samba pode sambar”. E dois anos após ficarmos sem o maior espetáculo da Terra, preciso trazer novamente a letra deste samba-enredo, um ode ao que fomos obrigados a assistir e ouvir na Marquês de Sapucaí:

Que saudade
Da Praça Onze e dos grandes carnavais
Antigo reduto de bambas
Onde todos curtiram o verdadeiro samba

Vejam só!
O jeito que o samba ficou e sambou
Nosso povão ficou fora da jogada
Nem lugar na arquibancada
Ele tem mais pra ficar”

Esse foi o sentimento do sambista, do amante do Carnaval e dos veículos de imprensa especializados e que cobrem Carnaval. A imprensa que foi super desrespeitada.

A equipe do Diário do Rio, mesmo credenciada, teve imensa dificuldade de circular pelo Sambódromo, fazer os registros fotográficos e ter acesso ao colete para acessar a pista. Enquanto isso, era enorme a quantidade de abadás fazendo suas fotos com seus copos de bebidas. Um absurdo!

Durante quatro dias de desfiles – da Série Ouro e do Grupo Especial – vimos arquibancadas vazias, principalmente nos setores onde não há cabine de jurados, a pista onde desfilam as escolas de samba um verdadeiro passeio de abadás, selfies e vídeos para stories do Instagram, do Tiktok e uma farra de credenciais para pessoas que não tinham absolutamente nada a ver com o espetáculo.

Enquanto isso, nosso povo de fora do espetáculo criado por ele, que traz retorno financeiro para o Estado e a cidade, mas ao invés de popularizarem cada vez mais o Carnaval, estão “gourmetizando” o maior espetáculo da Terra com os absurdos preços para turistas nas arquibancadas vazias.

Prática assim que já acontece no Maracanã. Primeiro acabaram com a geral, depois colocaram o preço para assistir uma partida pelo preço de um quilo de carne.

E se o torcedor resolve fazer o sacrifício de ir, ainda tem o absurdo preço do transporte público. Ir ao Maracanã virou privilégio e ter a chance de assistir aos desfiles está seguindo o mesmo caminho, infelizmente.

Tive o trabalho de monitorar as redes das subcelebridades, atores e ex-BBB’s que estavam espalhados pelos camarotes na Sapucaí. Nenhum postou foto, fez comentário ou stories de nenhum, eu disse nenhum desfile.

Zero atenção ao privilégio de ter sido convidado para assistir o maior espetáculo da Terra, a atração principal que está ali, passando na frente daquele “bendito privilegiado”. Ninguém com o mínimo interesse em enaltecer e explicar a importância do carnaval para a cultura brasileira.

O que essas pessoas foram fazer lá? Eu respondo: tirar foto, invadir a pista e ocupar o lugar do povo! Não gostam de Carnaval, não respeitam o artesão, os trabalhadores do barracão, a velha guarda, os sambistas, nossos baluartes e se pedir para cantar o samba ou perguntar qual escola acabou de passar então…

Estão transformando os camarotes, em verdadeiras boates, onde a “atração” são cantores e artistas que podemos ver a qualquer momento do ano nas casas de shows do Rio de Janeiro ou de São Paulo e em baladas eletrônicas que atrapalham totalmente a já péssima acústica do Sambódromo.

Em alguns locais, não se ouvia o samba, mas tremiam as arquibancadas com os sertanejos. Sertanejo no solo sagrado do samba! Quando veremos samba enredo no show de algum sertanejo? Por que achar normal o contrário? E o ex-morador de rua Givaldo, sendo tratado como celebridade? É o fundo do poço! Pior foi quem convidou esse senhor para estar lá.

Em entrevista ao blog Ouro de Tolo, Mestre Fafá disse: “Teve uma moça (do camarote) que pulou a grade pra tentar agarrar a Paolla. (depois) Entrou na bateria e começou a bater no instrumento. A galera do segundo recuo tem atrapalhado muito mais do que o primeiro. É uma reclamação de inúmeros mestres.”, disse.

Sinceramente, um dia quero entender qual a graça de ir pra Sapucaí ficar comendo sushi e trancado em uma área do camarote ouvindo tudo menos as escolas que estão desfilando? É preço do “status” e do “glamour” de comer coxinha, beber caipirinha e dizer que esteve na Sapucaí. Vocês não merecem o Carnaval!

E pior, tem comentários que vão acabar com mais frisas para novas extensões de camarotes. É a transformação dos desfiles em puro show comercial.

As frisas e extensões dos camarotes, tinham que ser setores populares e arquibancadas, serem os camarotes, longe dos componentes, já que só estão ali pela selfie.

A sobrevivência do Carnaval tem que passar pelo fim desses camarotes ou uma regulamentação muito bem feita. A atração ali são os desfiles e ponto.

Não dá para aceitar o povo que faz, vive, ama Carnaval sentado no chão duro das arquibancadas e essa galera que aparenta amar samba, confortável nos camarotes, apática e com desdém das escolas de samba. Ou isso muda ou essas subcelebridades vão acabar com a nossa cultura e matar aos poucos o Carnaval.

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49 COMENTÁRIOS

  1. Infelizmente é isso mesmo. Subcelebridade querendo beber e fazer selfies. E o pior; de graça; já que são convidados. Não ligam para o carnaval; para o desfile; para a história que está sendo contada. Eu vi uma sub sub subcelebridade (bbb) – personagem inútil dizendo: nunca imaginei estar na Sapucaí, ainda mais de graça. Ou seja, foi de graça e ainda não foi ver o desfile: só foi na Sapucaí. Triste Brasil.

  2. Infelizmente há muito que não consigo ver samba na avenida, apenas teatralização exagerada, sobremodo caricatas, a grande maioria das tais comissões de frente são repetitivas no gestual e na dança que não têm nada de samba, imensas alegorias super iluminadas cheia de penduricalhos humanos, todas as alas são de arrasta-pés. Os samba em ritmo acelerado demais, praticamente seguem a mesma linha melódica difusa, sem o natural encadeamento, dando a impressão que enfiam versos à força para satisfazer os componentes, os participantes do samba enredo (nem os chamo de compositores). Virou mesmo gigantesco e complexo espetáculo para burguês e turista cheios de uísque se exibirem nos camarotes para as câmaras da grobosta. E o povo? Então eles se indignam: Que se dane o povo? Eu quero é me divertir e me exibir!

  3. Excelente colocação. Não é só o pobre que não tem acesso esse tem muito menos oportunidade ainda. Mas também todos os trabalhadores em geral que lutam diariamente para ganhar seu dinheiro sem querer ser popular ou “famoso” e conseguir gastar com preços honestos em festas como o carnaval. Mas com preços abusivos , camarotes , arquibancadas e demais setores são impossíveis de serem frequentados e sinceramente vergonhosos. Já que você paga um preço alto para ficar no mesmo lugar que muitos “pseudo famosos” que andam por aí fazendo mídias pela internet sem filtro ganham como cortesia. E infelizmente essa é a realidade de vários eventos não só do carnaval. Quem perde com isso são as festas, os verdadeiros artistas anônimos e toda a arte.

  4. Perfeita colocação! Parabens pela coragem de se pronunciar. Frequento o sambodromo há quase 30 anos e não consigo entender os shows nos camarotes, e um desrespeito total com o samba, com a escola que está desfilando, com o maior espetáculo. Essa triste realidade está acabando com o samba.

  5. Parabens MARRONI !!!!
    Carnaval é do POVO, a começar pelos Ensaios Tecnicos Gratuitos PRA TODOS!
    O espetaculo cultural das Escolas de Samba,precisam ser preservado, caso contrario, sera extinto pelos raivosos de plantão, que tenham acesso aos camarotes, atraves das redes sociais e patrocinadores?

  6. Tá na hora de acabar com esses camarotes na Sapucaí. Ali se encontra pessoas que vão pra encher a cara, arrumar brigas e não curtem os desfiles. Se quiser curtir outros tipos de músicas, vão pra boates, fora da Sapucaí. Sapucaí é lugar de samba e quem tem autoridade máxima lá são as escolas , pois sem ELAS não tem espetáculo. Liesa e demais órgãos tomem um posicionamento. Já fiquei em frisa perto de um grande camarote e o som que se ouvia erra irritante pra que quer cantar o samba na avenida. Mas , infelizmente o que impera para esses organizadores gananciosos é o dinheiro pago. Lamentável

  7. Perfeito Marrony mas o povo preto das comunidades podem mudar esse abuso ,essa afronta, realmente nada a ver sertanejo dentro do solo sagrado do samba, nunca vão nis deixar invadir o espaço deles,mas meu povo preto o carnaval,o samba é preto e isso foi cantado em alto e bom son na avenida,quem só quer aparecer deveria ir durante o ano em comunidades do Rio pr sentir na pele o que é realmente ser sambista,a resposta pra isso é simples sem a favela não tem carnaval ,vamos nos unir e fazer um grato protesto para acabar com essa merda, não podemos ficar na senzala do sambódromo enquanto eles ficam no grande conforto, como bem disse o Marrony,paraby pela grande reportagem,pretos de comunidades não se deixem escravizar outra vez, nós construimos tudo isso é nosso

    • Rita, gostaria MUITO de saber qual seu nível de conhecimento para escrever que “o povo preto da favela” não vai deixar o samba morrer.

      Tenho algumas perguntas:
      Você já esteve em alguma comunidade? Moro “no asfalto” mas tenho amigos em algumas delas e por vezes os visito e sabe quais são as “músicas” ouvidas em alto volume nas noites (e madrugadas) das comunidades!? FUNK!!! Sabe quais são as “músicas” que predominam nos radinhos de pilha e nos celulares!? SOFRÊNCIA, PAGODE, FUNK, PISADINHA… Ou seja, toda sua narrativa de certa forma preconceituosa cai por terra.

      Você já esteve em uma quadra de escola de samba? Já foi dentro de uma bateria? Já olhou bem os desfiles pela sua tv? “Povo preto da favela” é o que MENOS se encontra nas alas, nos carros, na diretoria e nos principais segmentos das agremiações!!!

      Você já esteve em algum camarote na Sapucaí!? Te digo que, exceto o camarote da Brahma, já estive em TODOS como convidado, credenciado, a lazer e a trabalho e não é só a “playboyzada” que os frequenta. Tem muita gente humilde que junta seu dinheirinho ao longo do ano para locar camarotes de pequeno porte (para até 8pessoas). Muitas empresas que locam para agraciar funcionários e colaboradores que se doaram o ano inteiro trabalhando arduamente e assim o fizeram por merecer.

      Quanto à LIESA, minha cara. Por força de lei, inclusive, você não pode “escolher” quem compra ou não seus serviços. Uma vez que vc alugue seu espaço, durante a vigência contratual o espaço é do LOCATÁRIO e somente ELE é responsável pelo que ouve (é como se eu alugasse uma casa para vc e dissesse que quero que pinte as paredes de preto e ouça apenas hard rock).

      Sobre a invasão de outros estilos musicais na Sapucaí, te digo que essa infâmia começou a muitos anos atrás quando foram permitidos shows de pagode nos intervalos dos desfiles, na praça de alimentação e em outros pontos da avenida (pagode não é samba!!!). Era o ritmo que prevalecia no momento e agradava à população que se dizia “sambista”. Curiosamente os mesmos que hoje ouvem funk, “sertanejo”, rap e outros ritmos em voga.

      Concordo com essa prática? Como bom sambista que sou, NÃO!!! Repudio com todas as minhas forças, mas sou ciente e esclarecido das leis constitucionais e das leis de comércio que dão a prerrogativa de liberdade de escolha aos que a praticam e por isso infelizmente nada posso fazer, apenas “entubar”!!!

  8. Que bom que temos outras opções. Meu filho só vai pro camarote, ele não gosta de carnaval. Carnaval perdeu a graça. Como vc mesmo falou: isso um dia vai acabar.

    • Ora, Rose. Se seu filho não gosta de carnaval, por que ele vai assistir aos desfiles? Nesse ponto concordo com a Rita. Lá NÃO é o lugar dele. Deve procurar uma noite, um bar de sofrência ou um baile funk, de acordo com sua preferência, mas não fomentar ainda mais algo que para nós, sambistas, é quase que um sacrilégio.

      Imagine que vc curte música clássica e investe tempo e dinheiro para assistir uma peça no Theatro Municipal. Chegando lá, eu (que sou sambista e tenho dinheiro) coloco a bateria da Unidos da Tijuca para tocar em meio a apresentação da OSB. Desagradável, não é!? Mas tenho dinheiro, não gosto de música erudita e simplesmente queria ir lá para “ver como é”.

      Repense!!!

  9. Matérias como essa é o que faltam. É o privilégio falando mais alto, carnaval virou festa pra burguês pagar as dívidas do estado. Todos só visam lucro. E ainda tem comentários falando sobre “E se chover? Você faz o que?” Parceiro, a chuva ainda não tá ácida, você não vai se desintegrar com água que cai do céu kkk. Gente, a burguesia fede mesmo!!

  10. Tudo que foi explicitado no artigo de opinião é verdade. Fui ao desfile deste ano e fiquei no setor 8 em frente a um camarote. Entre um intervalo e outro tocava tudo menos samba. O som estava tão alto que dou outro lado eu ouvia. Garçom não parava de servir os “convidados” . Em contrapartida, a arquibancada não tem conforto, o espaço é apertado e as pessoas ficam com os pés nas suas costas, pra comer ou vc leva ou terá que ir lá embaixo perdendo o desfile e enfrentando grandes filas. Os camarotes enaltecem os camarotes. A estrela da Sapucaí não é privilegiada por eles. O samba e as escola ficam em segundo plano. O som na avenida deste ano estava ruim, a iluminação estava escura e só ia iluminando quando os carros chegavam na altura da arquibancada. Eu vou porque sou Mangueirense mas que a elite quer tirar o samba das massas, quer

  11. Concordo integralmente com a matéria, fiquei em uma frisa no setor 8 e logo acima havia um camarote com meia dúzia de pessoas onde apenas 2 ladies e 1 lord, em alguns momentos assistiam ao desfile sentados e estáticos. O mais grotesco eram as músicas sertanejas nas alturas no templo do samba, inacreditável. Enquanto rolava esse cenário para as redes, as arquibancadas vazias. Triste carnaval da Sapucaí, só mesmo Exú pra compensar.

  12. Espera! No final você propõe regulamentar para que seu pensamento seja colocado em prática? Isso é a forma tupiniquim de fazer ditadura.
    Até concordei com seus argumentos e reclamações, mas não posso concordar em regulamentar algo só porque esta acontecendo algo diferentes da minha concepção.
    A cultura esta mudando, ou agirmos para que ela retome ou aceitamos o novo.
    Agora regulamentar sua opinião é o primeiro passo para a ditadura.

  13. Infelizmente a alegria de quem pode é feita com o povo que trabalha para ver o que ama… O carnaval. Carnaval virou i indústria de exibição. Vai aos camarotes de luxo quem paga e ganha de patrocinadores. Quem ama, torce e vibra pelo carnaval está nas arquibancadas sem patrocínio e selfies para o glamour

  14. Desculpe mas não posso concordar, infelizmente a sapucaí não nos oferece o mínimo de conforto para ir de qualquer ingresso que não sejam os camarotes.

    Já andaram pelas ruas no entorno do Sambódromo? Um lixo.

    Se chove e vc está na arquibancada, faz o quê?

    Ao invés de ficar criticando os camarotes (que investem e bancam o carnaval, já que as arquibancadas não pagam nem a conta de luz do Sambódromo), fomentem a melhoria do local para que o povo humilde tenha condições de frequentar o local com um minimo de civilidade e respeito.

    Sua comparação com o Maracanã “elitizado” é abaixo da crítica. Quem foi no estádio antes da reforma sabe que era uma péssima experiência.

    Não que hoje seja perfeito, mas certamente melhorou – e muito.

    E outra coisa, se vcs odeiam tanto assim os camarotes, filtrem os anúncios deles no Adwords de propaganda do site de vcs, pois aqui mesmo nesta matéria estou recebendo uma propaganda de um camarote.

    A grana do Adwords bancada pelos camarotes lhes interessa, certo?

  15. PQP ALELUIAAAAA finalmente alguém da imprensa pra falar dessa vergonha que é o carnaval na Sapucaí, estão acabando com carnaval do povo e ninguém fala nada,, parabéns meu amigo, ganhou meu respeito

  16. Nota perfeita amigo, parabéns; que esse seu desabafo chegue em forma de agulhas espetando essas pessoas que em suas cabecinhas miúdas se acham Celebridades ( pobre pessoa iludidas)! Vc mencionou o tal “.mendigo” que virou sub celebridade, e vejo que de fato as pessoas estão ficando cada vez sem noção! Uma triste realidade !

  17. Boa Tarde. Sou de Campinas S.P.
    De 2012 à 2019 eu e minha esposa fomos ao Rio ver o desfile das escolas. Pelo menos um dia ( as vezes dois dias) íamos ao Sambódromo. Infelizmente desde o último ano que lá estive fiquei muito decepcionado com o que presenciei. Se as escolas não voltarem a fazer o verdadeiro carnaval, sem viés políticos, a Liesa oferecer melhores cony para quem fica a noite toda na arquibancada, infelizmente, na minha opinião, o carnaval estará a caminho do fim.

  18. Meus amigos do diário do Rio eu ás vezes penso quê sou maluco, mais não é dê hoje quê eu venho falando, têm muita gente com um grande interesse em esvaziar o Rio de janeiro em âmbito geral, vcs quê são dá imprensa mais quê apesar de bem informados no mínimo devem ter pelo menos ouvido falar dá pujança, respeito,e reconhecimento no seu padrão dê excelência em suas programações, quando ainda o Dr, Roberto Irineu marinho administrava,seus conglomerados com o talento carioca e quê chegou a ser a quarta emissora dê TV no mundo em importância, nós tínhamos nos dias dê desfiles verdadeira verdadeiras equipes dê comunicadores autenticamente nativos do Rio de janeiro conhecedores profundos das culturas dás escolas dê samba do no município,com a autêntica informação dá cultura carioca, e hoje o quê se vê é uma TV Globo dominadas pôr paulistas quê têm o displante dê escalar toda ás equipes dê transmissão do nosso carnaval quê diferentemente do dê são Paulo é profissional pára a transmissão do desfile do Rio de janeiro uma verdadeira aberração e heresias, quê estão cometendo com o nosso carnaval, e com certeza têm muito interesse dos forasteiros principalmente os paulistas quê nossa hegemonia no carnaval brasileiro se apague, como acabaram com o padrão Globo quê hoje muitos a chamam dê lixo não é possível quê se luta tanto pára se formar em jornalismo aqui no nosso estado e quando se vai tentar uma vaga para os cariocas ás portas estão fechadas isso porquê com raríssimas exceções todos os veículos dê comunicações aqui do Rio de janeiro maís parece ser dê outros estados tal o número de gente quê vêm pra cá tomando o lugar do nativos do Rio de janeiro chega a ser nojento e riculo tal fenômeno e ninguém toma uma atitude, e mais como pode a Sra Maju coutinho vim para o Rio de janeiro transmitir o nosso desfile, porquê não escala-la na transmissão paulista é vergonhoso, e minha preocupação é quê já estão minando nosso turismo, nossos esportes e até, influenciando nossa cultura em geral,com um sotaque quê não nos pertence faço um apelo aos cariocas sejamos mais bairristas como eles o são, raramente vemos um carioca nas comunicações dê outros estados essa pouca vergonha só acontece aqui beneplácito, peço a vcs do diário do Rio quê fiquem mais atentos e vigilantes com tal fenômeno pois vcs e todos profissionais dê imprensa com formação no Rio de janeiro tá em um nível dê exclusão, quê pode faltar até um canal na internet pára vcs trabalharem,isso tá acontecendo em geral ás emissoras dê TV,os rádios,e até os jornais,me alonguei mais dei o meu alerta vcs do diário do Rio, deveriam ir na associação dos trabalhadores dê imprensa do Rio dê janeiro e perguntar se isso é normal, outros estados jogam formados em jornalismo aos milhares no mercado e não tendo como absorve-los jogam todos no Rio de janeiro, quê parece quê virou quintal do Brasil ou um puxadinho paulista é meu desabafo e minha opinião

    • APESAR DE NÃO SER DO MEIO JORNALÍSTICO, CONCORDO PLENAMENTE COM O SEU COMENTÁRIO ! Embora seja FLUMINENSE, moro em São José dos Campos/SP e noto a presença de repórteres forasteiros em todos os noticiários quando o assunto é apresentado do Rio de Janeiro. São raros os repórteres fluminenses e isso em todos os canais. A globo há muito eu não assisto, desde quando um determinado repórter FDP e paulista, enchia a boca para ressaltar que o traficante Fernandinho Beiramar é carioca mas nunca fez o mesmo quando falava dos traficantes PAULISTAS do PCC !

  19. Diário do Rio vetou meu comentário. Gostam de criticar todo mundo, mas não permitem comentários com críticas nas matérias publicadas.
    Eu sabia, mais do mesmo. Esse diário juvenil é uma piada.
    Deveria ser chamado de Nojeira, Vergonha, Mentira, Burguesia do Rio.

  20. Vinte anos atrás participei de uma palestra com um ex secretário da área de cultura, infelizmente não recordo seu nome. Ao final da apresentação, questionei o processo de elitizacao do Sambodromo e me recordo ter recebido uma resposta grosseira e irônica.
    Passados vinte anos, gostei de ler este artigo e ver que não estava tão errado assim na minha percepção

  21. Não se esperava outra coisa…uma geração que há muito não tem valores, e que parecem desconectados de toda a história cultural e artística brasileira, que ficou restrita a temas lacradores da moda…e, sendo assim a referência e o centro das atenções passa a ser eles mesmos, esse monte de subcelebridades fabricadas medíocres que só pensam em si e em seus “seguidores” de redes sociais…o desfile passa a ser mais um tema pra poderem aparecer

  22. Mais otario ainda é quem se dispõe a desfilar, passando vários perrengues, enquanto a elite é convidada para ver o gado desfilar e comer caviar.

    • Marcus, muito preconceituoso e desnecessário seu comentário. Mostra que vc provavelmente NUNCA pisou na pista da Sapucaí e não tem a mínima idéia do que é a alegria, o prazer e a emoção de desfilar (algo que fiz de 1986 à 2016 ininterruptamente e que pretendo voltar a fazer em 2023).

      Há inúmeros motivos pelos quais desfilamos: amor à agremiação, ao carnaval, confraternização entre amigos, curiosidade… Mas nunca, repito NUNCA conheci sequer uma pessoa que tenha investido em uma fantasia para “desfilar para o público”.

      Mais um dos inúmeros comentários equivocados de pessoas que sequer conhecem o assunto sobre o qual comentam dada a quantidade de absurdos que já li.

  23. O Diário do Rio teve dificuldades para ter acesso? Que bom. Todo mundo sabe qual é a desse grupo. Todo mundo já se ligou nas matérias vendidas, que são elaboradas sempre para o interesse de terceiros.
    O Diário do Rio é uma ofensa aos verdadeiros jornalistas e formadores de opinião. Não colabora em nada com a cidade, sempre fazendo críticas absurdas e exagerando na liberdade de expressão. Nunca nada está bom. Possui uma imagem pedante, metida, arrogante, triste e deprimente.
    Obrigado Liesa por dificultar a entrada desse quase site jornalístico.

  24. Estou pasmo com essa música à parte dentro desses camarotes!! É como se as pessoas fossem a um jogo da copa do mundo e ficassem assistindo um torneio de basquete na televisão no horário do jogo. Pior ainda quando essa música vaza…e como se a transmissão do basquete tivesse o poder de interferir na do VAR ( ( algo que com som ocorre…) ótima denúncia! Revoltante isto!

  25. Outra coisa…

    Nos bancos de minha faculdade de Marketing (segunda formação, seguida de uma especialização em planejamento estratégico e precedida por uma graduação em Administração de Empresas) aprendi na matéria “Publicidade” que, para toda informação deve haver uma confirmação. Me admiro você, dito jornalista e professor de história, publicar frases como …”tem comentários que…”

    Amigo, aceita um conselho!? “Alguém me disse”… “Contam que”… “Ouvi dizer”… É FOFOCA!!! Se quiser ser um jornalista de verdade ao nível de Boechat, Schneider, Mitre e tantos outros PROFISSIONAIS de respeito, pare com isso (não é a primeira coluna que você usa esse artifício) e TRABALHE!!! Vá atrás da informação, gaste sola de sapato e reveja suas fontes!!! Você é até um cara que tem boas intenções de pauta, não acredito que queira trilhar sua carreira jornalística baseada no sensacionalismo barato e abstrato.

    Sucesso!!!

    • Você esteve lá? Aonde? No camarote? Arquibancada? Se esteve deveria saber que o artigo está certíssimo. No lugar do povo vazio, das celebridades cheio.
      Cadê o seu relato sobre o carnaval?

      • Iranice, SIM!!! Estive presente na Sapucaí “somente” nos últimos 36ANOS, e se foi de camarote!? SIM!!! Foi de camarote, de HC, de frisa, de arquibancada nos setores 01, 03, 09… Ah! Também estive presente na pista de desfiles como simples desfilante, diretor de harmonia, diretor de ala ou integrante de bateria de TODAS as escolas do grupo especial e de quase todas as escolas tradicionais do grupo de acesso (agora essa palhaçada de “série ouro”).

        Poxa, já ia me esquecendo… Também estive presente na Sapucaí, assim como em outros grandes eventos (Festa de Peão de Barretos, Parintins, Carnaval de SP, GP de Motovelocidade, Fórmula Indy, Free Jazz Festival, Hollywood Rock, Rock in Rio…) com credenciamento para a pista entre 2000 e 2016 TRABALHANDO na coordenação de credenciamento e controle de acesso, assim como acompanhei beeeeem de perto todo o processo de montagem da estrutura dos desfiles através de meu pai que foi vice-presidente da Vila, diretor de carnaval da LIESA e atualmente é um dos conselheiros (não atuante).

        Desculpe, mas, sem querer desmerecer a opinião de ninguém, acho que tenho “um pouquinho” mais de experiência e vivência de carnaval do que qualquer um aqui, até mesmo do que do próprio colunista que mal tem idade para especular como era e como são os camarotes da Sapucaí e, se vc realmente leu meu comentário, verá que, como sambista, REPUDIO os shows que acontecem nos camarotes, assim como os “holofotes” que a mídia direciona para esse bando de gente fútil que os frequenta, porém, como pessoa sensata, reconheço que NÃO, os camarotes da Sapucaí, assim como em qualquer evento mundo afora, não são para o público em geral (por isso se chama camarote, reservado, área VIP e quaisquer outro nome que se queira dar). Isso se chama CAPITALISMO, sem o qual o mundo não sobrevive!

  26. ACORDA, ALICE!!!! Venha para o mundo real!!! O SAMBA SAMBOU!!!

    De quem é a culpa? Dos preços exorbitantes? Não, a culpa não é deles (sabe qual é o custo para se montar um evento desse porte!?). Muito mais caro que uma arquibancada na Sapucaí custa uma noite no Rock in Rio para ficar em pé na lama correndo para lá e para cá atrás dos shows da noite e sabe o que é pior!? é que no RiR, assim como na Sapucaí, o Rock não é a atração principal, ao contrário, a noite do puro rock foi a última a se esgotar.

    De quem é a culpa? Dos organizadores? Não, meu caro, eles, como bons empresários que são, apenas planejam e trabalham de acordo com a demanda do público e, parodiando “O Golpe Taí”: “Os desfiles estão aí, assiste quem quer!”

    De quem é a culpa? Do governo? Também, não! Ao contrário, diferente dos últimos, temos hoje governantes que investem na recuperação do estado/cidade através da valorização de nossa maior vocação, respeitando nossa cultura e nossas tradições.

    Quer saber de quem é a culpa!? A CULPA É SUA E DO POVO!!!

    Na minha humilde opinião, essa conta deve ser dividida entre a SOCIEDADE que consome esse monte de lixo que há anos vem sendo enfiado mente adentro dos cidadãos através de falsas ideologias de liberdade de expressão, de gênero, de linguagens et cetera, dando margem à aparição de “Anittas”, “Jojos Todynhos” e demais outros auto-entitulados celebridades que não contribuem com absolutamente NADA para a construção de nossa sociedade, e IMPRENSA, que massifica a cultura do erotismo, do egocentrismo e misantropia através da disseminação e massificação em redes sociais e demais meios de comunicação de programas como “BBBs”, “Fazendas” e outros que, para garantir audiência (e consequentemente patrocinadore$), investe pesado na contracultura moral e cidadã, subvertendo valores e levando à pique nossa cultura, nossa história, em prol de pessoas cada vez mais individualistas e arrogantes buscando seus “Ks” de ignorantes seguidores de vidas virtuais.

    ACORDA, ALICE!!! A VIDA, SAMBOU!!!

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