Foto: Foto: William Santos/ME/UFRJ

A Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) revela uma nova forma de tratar o câncer de placenta revolucionária, que pode impactar o mundo. A instituição já é referência no tratamento da doença trofoblástica gestacional, um tipo de tumor que pode evoluir para o câncer de placenta. A plataforma Expertscape posiciona a UFRJ como o terceiro maior centro no tratamento desse tipo de doença no planeta.

A descoberta é resulto de um estudo do professor e pesquisador Antonio Rodrigues Braga Neto, publicado no periódico Lancet Oncology na última sexta-feira (25/6). A Universidade recebe todo mês, em média, 30 novos casos de gestantes com a enfermidade, vindas de todo o estado do Rio. Três em cada quatro casos têm apresentado cura, índice alcançado pela adoção de um novo tratamento que se baseia em uma quimioterapia mais leve. A inovação é a redução drástica dos efeitos colaterais.

Antonio Braga, coordenador da linha de Cuidado da Mulher com Doença Trofoblástica Gestacional na Maternidade Escola da UFRJ, explica como funciona o procedimento.

“A quimioterapia apontada pelo estudo utiliza apenas o medicamento Methotrexate e em uma dose mais baixa. Por isso, há uma redução importante dos efeitos colaterais. Já a quimioterapia mais agressiva utiliza uma combinação de cinco medicamentos e uma dose mais alta”, destaca Antonio Braga.

O atendimento às pacientes acontece 24 horas por dia na área de plantão da Maternidade Escola. As mulheres que necessitam de acompanhamento ambulatorial são atendidas entre terça e sexta-feira. As novas pacientes e as que já estão em tratamento de quimioterapia são atendidas na quarta-feira no turno da tarde.

“Um determinado grupo de mulheres estava recebendo uma quimioterapia muito agressiva que provoca uma série de efeitos indesejáveis, como o vômito e a queda de cabelo. Agora, elas passarão a receber uma quimioterapia quase sem efeitos colaterais. Este estudo mudará a forma com que o mundo tratará o câncer de placenta”, explica o cientista.

Além da pesquisa, a atuação da UFRJ no tratamento do câncer de placenta abrange também o campo do ensino. Os alunos de graduação e de pós-graduação dos cursos da área médica têm a oportunidade de prestar auxílio nas consultas e oferecer acolhimento psicológico às pacientes. O estudo teve como coautores Gabriela Paiva, Ana Paula Esteves, Fernanda Freitas, Jorge Rezende Filho e Joffre Amim Junior (Maternidade Escola/UFRJ) e contou com a parceria da Harvard Medical School (Estados Unidos) e do Imperial College of London (Inglaterra).

Costa do mar, do Rio, Carioca, da Zona Sul à Oeste, litorânea e pisciana. Como peixe nos meandros da cidade, circulante, aspirante à justiça - advogada, engajada, jornalista aspirante. Do tantã das avenidas, dos blocos de carnaval à força de transformação da política acreditando na informação como salvaguarda de um novo tempo: sonhadora ansiosa por fazer-valer!

1 COMENTÁRIO

  1. Parabéns a pesquisa!!!Essa é a verdadeira ciência!Tentativa e erro….até acertar!!!
    Graças a Deus não tentaram inventar uma vacina para isso,estagnando a pesquisa para o o TRATAMENTO,base da medicina,q é aplacar a dor e sofrimento!!!

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui