Mauro Magalhães (Foto: Reprodução)

O empresário e ex-deputado estadual Mauro Magalhães, que presidiu a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi- RJ) do Rio de Janeiro, entre os anos 1978 e 1982, homenageou os 50 anos da entidade, fundada em janeiro de 1971.

Filiado ao MDB, nos anos 70, Mauro criou, em 1981, o Clube do Rio, que reuniu fortes lideranças empresariais, como o banqueiro Theophilo Azeredo Santos, o dono do Jornal do Brasil, Maneco Nascimento Brito, Ruy Barreto, Dom Eugênio Sales, etc.

Líder do governo de Carlos Lacerda nos anos 60 e Presidente da Sociedade de Amigos de Carlos Lacerda, Magalhães foi autor do livro “O sonhador pragmático” (uma das primeiras biografias do ex-governador do antigo estado da Guanabara), lançado nos anos 90.

O empresário também integrou o movimento A Frente Ampla, criado por Carlos Lacerda em 1967, para pedir o restabelecimento das eleições diretas, que uniu udenistas aos ex- presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart, o parlamentar foi cassado pelo AI-5 em 1969.

Em 1969, fui cassado pelo AI-5, por íntegrar a Frente Ampla, integrada por Carlos Lacerda, Juscelino Kubitschek e João Goulart. Nove anos mais tarde, fui convidado a suceder José Carlos da Costa Lopes, que foi excelente presidente na ADEMI. Naquele momento estávamos sendo muito maltratados pelos militares, que tinham proibido que empresários do setor imobiliário fizessem empréstimos. Quando fui eleito, muitos achavam que eu não conseguiria ter acesso aos gabinetes, pela posição política em relação à ditadura militar. Mas, eu consegui ser recebido pelo Mário Henrique Simonsen , na época , ministro da Fazenda, que, depois, participou de vários encontros conosco. Eu também era amigo de muitos senadores e deputados, como o ex-deputado federal e ex-ministro Celio Borja, que chegou a ocupar a presidência da Câmara Federal “, lembra Mauro .

Foi na gestão de Magalhães à frente da Ademi-RJ que a associação ganhou sua sede no bairro da Urca, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Pedi ao Israel Klabin, prefeito do Rio de Janeiro na época, e concordamos em tombar a casa para que nos dessem licença para uso não residencial. O imóvel foi comprado pelos 20 associados do Conselho da ADEMI. Em cotas, compramos a casa à vista e fizemos uma doação”, contou o ex-presidente da entidade.

Atualmente, Mauro Magalhães dirige uma importante corretora do mercado imobiliário na Barra.

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