O deputado estadual Max Lemos (PSDB) se vê cada vez mais próximo de perder o mandato. Após sair do MDB rumo ao PSDB para se lançar candidato em Nova Iguaçu, o ex-prefeito de Queimados foi processado pelo MDB por infidelidade partidária e o partido teve vitória no Tribunal Regional Eleitoral.
Agora, Lemos se depara com mais uma notícia ruim: em decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes, o recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi negado. Isso o deixou ainda mais perto de perder o mandato.
Entretanto, essa não foi a única derrota que Lemos sofreu neste ano. Além de ver Rogério Lisboa (PP) ser reeleito no primeiro turno em Nova Iguaçu, ficando em segundo lugar com uma diferença considerável de votos, seu irmão, Leline Lemos (PSDB), ficou em terceiro lugar na disputa pela prefeitura de Queimados, onde Max Lemos já foi prefeito.
Em nota, o deputado diz que “respeita todas as decisões judiciais, mas entende que não restou outro caminho a não ser deixar o MDB, uma vez que a legenda não permitiu sua candidatura à Prefeitura de Nova Iguaçu, ferindo dessa forma todos os princípios democráticos”. O parlamentar afirma ainda que irá acionar todas as instâncias possíveis, uma vez que a perda de mandato não pode ser determinada por uma decisão monocrática e sem o aval de todo o colegiado.
Quem assumirá a cadeira de Max, caso ele perca a cadeira de deputado, é Átila Nunes, que está como suplente da cadeira deixada vaga por Gustavo Tutuca (MDB), atual secretário de Turismo. Neste caso o futuro deputado pode ser Ronaldo Anquita, de Itaboraí.
Injustica total com um parlamentar atuante
Porque cargo majoritário pode deixar o partido sem problemas
Cargo eletivo fica infidelidade partidaria
Vai de acordo com os interesses