Nesta sexta-feira (27/03), Edmar Santos, secretário de Saúde do Rio de Janeiro, revelou que o estado irá testar medicamentos utilizados contra a malária em pacientes infectados de maneira grave pelo Coronavírus.



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Embora não tenha dado maiores detalhes do protocolo de uso da substância – que disse ter criado -, o secretário alertou a população para que não haja automedicação, pois, segundo ele, os efeitos colaterais da utilização indevida do remédio são grandes e podem ocasionar complicações.

“Vamos iniciar nos pacientes graves com o consentimento ou pela famílias, se o paciente estiver muito grave, ou pelo próprio paciente”, explicou Edmar, que ainda complementou: “Se o bom resultado ocorrer, nós vamos expandir o uso (…) para todos os paciente afetados pelo coronavírus.”

Denizar Vianna, secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, informou que o Governo Federal dispõe de um protocolo para tratar, de maneira alternativa, pacientes com casos graves de Coronavírus que estejam internados em hospitais. A ideia é que os médicos sejam autorizados a utilizar um medicamento já usado no combate à malária.

Denizar disse que o Governo Federal pesou tanto os riscos quanto os benefícios da utilização do remédio para autorizar o teste.

“Nós buscamos a literatura científica e identificamos que realmente ainda há lacunas do conhecimento, mas para esse grupo de pacientes (…) nós temos que oferecer alguma alternativa terapêutica”, disse o secretário, que informou também que 3,4 milhões de unidades da substância serão distribuídas entre os estados.

Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde, ressaltou, no entanto, que o remédio pode ocasionar problemas no coração e no fígado.

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