Menina sugerindo troca de máscara por alimento na Zona Oeste do Rio - Foto: Reprodução/Internet

Nos últimos dias, em meio à pandemia do Coronavírus que estamos vivendo, que acabou trazendo dificuldades financeiras a muitas famílias, viralizou na internet uma imagem de uma menina de 9 anos em um sinal de trânsito na Avenida Salvador Allende, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro, segurando um cartaz de papelão que trazia a seguinte frase: ”Troco uma máscara por um alimento”.

A mãe da menina, que sempre está presente no local, tem mais 3 filhos. Eles costumam acordar cedo e saem de Antares, comunidade também da Zona Oeste, e vão diariamente para o sinal.

”No primeiro dia, fiquei envergonhada. Fiquei com medo da reação das pessoas, de quererem me criticar”, diz a mãe.

Embora no cartaz o pedido seja pela troca, também é possível, para quem quiser, comprar a máscara, que está custando R$ 5 e é confeccionada por outra moradora de Antares.

Antes de ficar sem serviço, devido ao início da pandemia, a mãe da menina trabalhava como diarista e vendedora de picolé. Depois, passa conseguir continuar sustentando a família, passou a vender doces no sinal.

”Minha mãe é trabalhadora. Trabalha em todo lugar. Faxina, na praia… Vi ela fazendo isso e decidi fazer com ela também pra ver se a gente ganha um trocado e conseguir realizar meu sonho”, diz a menina.

A mãe, por sua vez, diz que não gostaria que os filhos fossem junto para o trabalho.

”Não queria que eles estivesse comigo. Sempre trabalhei, nunca levei eles. Mas que eles viessem atrás de mim fazer isso, nunca imaginei. Nunca faria isso pra ter proveito das pessoas”, conta ela.

E o cartaz da menina tem surtido efeito. Regularmente, pessoas têm se solidarizado com a situação e feito doações à família.

”Sem explicação para tudo isso que está acontecendo. Agradeço a Deus e às pessoas que estão colaborando, ajudando”, diz a mãe.

1 COMENTÁRIO

  1. Pois é… se esse Lockdown (Insano), vier em peso, até essas pessoas não poderão lutar pelo pão de cada dia. A fome, oriunda de medidas sem critérios, poderá matar mais que o vírus.

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