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Segundo informação publicada pelo jornalista Lauro Jardim, o Metrô Rio demitiu 240 funcionários nos últimos dias. O DIÁRIO DO RIO entrou em contato com a empresa para que ela pudesse comentar o caso, mas até o fechamento desta matéria, não obteve retorno

O número de empregados dispensados equivale a 10% da força de trabalho que atua na companhia. O motivo do corte em massa seria a queda no fluxo de passageiros que caiu 70%, na comparação com o movimento médio verificado antes da pandemia do Coronavírus.

A crise no transporte público da cidade também atinge os trens da Supervia, os ônibus convencionais e os articulados do BRT. No último dia 9 de julho, o MetrôRio e a Fetranspor, que administram, respectivamente, metrôs e ônibus do Rio, informaram que estão com problemas em relação à arrecadação e poderão deixar de operar em setembro, caso não haja ajuda financeira por parte dos governos estadual e federal.

No início do mês passado, o presidente da Supervia, empresa que administra o serviço de trens no Rio, Antonio Carlos Sanches, disse que após uma redução acumulada de 31 milhões de passageiros e um rombo de R$ 102 milhões na arrecadação desde março, a companhia alerta agora para um risco de paralisação das operações em meados de agosto.

ATUALIZAÇÃO: Na manhã desta quarta-feira (12/08), em nota, o MetrôRio informou que “fez demissão de 240 colaboradores na última semana, em função da crise provocada pela queda da demanda de passageiros durante a pandemia. O número de desligamentos representa cerca de 10% da folha de pessoal da empresa. A redução de passageiros foi em média de 80% desde março, chegando a atingir pico de 87% de embarques a menos. Mesmo com a reabertura gradual dos setores, a queda ainda está em torno de 65%.

Diante da crise provocada pela pandemia, o MetrôRio calcula que possui caixa para cobrir seus custos somente até este mês . A empresa estima que pelo menos 80 milhões de pessoas deixaram de circular no modal desde o dia 16 de março, quando se iniciaram as medidas de restrições na cidade do Rio de Janeiro. Em média, são menos 18,6 milhões de embarques por mês nas estações e trens da concessionária, uma queda diária superior a 80% do seu público. O prejuízo mensal gira em torno de R$ 35 milhões. No total, o déficit acumulado já ultrapassa os R$ 200 milhões, até julho. O MetrôRio, ao contrário de vários sistemas de transporte do país e de outras cidades do mundo, como São Paulo e Londres, por exemplo, não recebe subsídio do governo para manter sua operação. Sua receita vem exclusivamente da tarifa cobrada dos passageiros. Além dos gastos fixos para manter toda a sua estrutura funcionando para atender menos de 20% do seu público habitual, a empresa fez investimentos de sanitização e higienização específicas contra o novo coronavírus.”



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