Foto: reprodução You tube /DIÁRIO DO RIO

Em entrevista ao DIÁRIO DO RIO, Milton Cunha falou sobre sua trajetória no Carnaval e a respeito da relevância da festa para cultura popular brasileira. O artista e comunicador também respondeu a perguntas enviadas pelos leitores.

Unindo o universo acadêmico com a experiencia prática adquirida pelos anos em que atuou como carnavalesco, Milton tem amplo estudo voltado para sistematização das escolas de samba. Com a pandemia, o comunicador disse que tem usado o tempo para estudar, dividindo-se entre uma pesquisa de pós-dourado no Museu Nacional relativo à narrativa do boi de Parintins e ao seu terceiro pós-doutorado no Museu Nacional de Belas Artes da UFRJ sobre a profissão de carnavalesco.

No ano em que o carnaval foi cancelado em razão da pandemia da Covid-19, Milton ressaltou as marcas sociais e culturais das escolas de samba, que vão além dos desfiles na Marquês de Sapucaí.

“A escola de samba é associativa da negritude, do povo da periferia do Rio de Janeiro e ela atesta a grandeza dessas comunidades lutadoras, pobres. Então os laços de afeto que a escola de samba retoma, propicia, ele tem o desfile como a ponta do iceberg. A cereja do bolo é o desfile, mas a escola não existe para desfilar. Ela existe para se relacionar na quadra, no barracão. A força da escola são os laços de amor, de sabedoria, de ensinamento, de família que acontecem no seu dia a dia”. afirma Milton.

Apesar de considerado como um grande espetáculo, Milton destaca que o desfile é emblemático, mas não é o fim em si das escolas de samba.

Então a escola de samba existe o ano inteiro e desfila para marcar território, ela vai lá para dizer: olha como o artista popular é lindo, olha como essa gente é bacana. Então o desfile dá visibilidade, é uma vitrine, a escola se exibe no centro da cidade. O desfile é bacana, mas a escola de samba é muito maior que o desfile“, enfatiza Milton.

Além disso, o comunicador falou sobre enredos marcantes como “Margaret Mee, a Dama das Bromélias”, da Beija-Flor, na sua estreia como Carnavalesco em 1994, que garantiu o 5º lugar para escola de Nilópolis e “Bidu Sayão e o Canto de Cristal”, de 1995, também na escola Nilopolitana, em que a agremiação levou o 3º lugar. O comunicador ainda comentou sua expectativa a respeito da reedição para 2022 do “Fatumbi, Ilha de Todos Os Santos”, enredo da União da Ilha do Governador, que em 1998 rendeu-lhe o 1º Estandarte de Ouro da sua carreira como carnavalesco, entre outros assuntos.

Confira a entrevista completa clincando aqui.

Costa do mar, do Rio, Carioca, da Zona Sul à Oeste, litorânea e pisciana. Como peixe nos meandros da cidade, circulante, aspirante à justiça - advogada, engajada, jornalista aspirante. Do tantã das avenidas, dos blocos de carnaval à força de transformação da política acreditando na informação como salvaguarda de um novo tempo: sonhadora ansiosa por fazer-valer!

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