Imagem apenas ilustrativa | Foto: Mauricio Bazilio/Getty Images

O Ministério Público do Rio de Janeiro fez um alerta sobre o aumento do número de idosos internados por Covid-19 em diversas regiões do estado. O MP também destacou o crescimento na quantidade de mortes, somado à chegada da variante Delta. A junção destes fatores gerou uma preocupação com a circulação de pessoas em ambientes coletivos, com maiores chances de surtos e onde residem idosos mais propensos a desenvolverem quadros graves em decorrência da Covid-19.

Diante disso, o MPRJ, por meio do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Idoso (CAO Idoso/MPRJ), recomendou a adoção de medidas de proteção para prevenção e controle da Covid-19 nas Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPIs).

O comunicado foi encaminhado às promotorias de Justiça de Proteção ao Idoso, ressaltando os dados atuais da pandemia no Estado e a nota técnica do Ministério da Saúde que concluiu pela importância de administrar uma dose de reforço da vacina para idosos.

O documento chama atenção para a forte alta recente no número de idosos internados: em janeiro de 2021, 69,7% das pessoas internadas tinham mais de 60 anos, proporção que caiu para 36,2% em junho. Atualmente, entretanto, o percentual de internações de idosos voltou a apresentar aumento expressivo, chegando a 61,2%.

De acordo com o Grupo de Apoio Técnico Especializado (GATE/MPRJ), os dados podem ser explicados pela possível maior exposição ao vírus, pela sazonalidade da doença, pela diminuição da proteção conferida pela vacina ao longo do tempo e pela variante delta. Além do agravamento entre pessoas mais velhas, preocupa o aumento geral no número de casos da doença, passando de 15.389 na Semana 27 para 23.469 caso na Semana 33 (semana passada), com tendência de alta na média móvel.

Por isso, o MPRJ recomenda a suspensão das visitas em ILPIs, privilegiando os contatos virtuais, salvo em caso de extrema necessidade, quando deverão ser reforçadas todas as medidas sanitárias de prevenção ao contágio. Alerta, ainda, para a necessidade das ILPIs permanecerem adotando, com rigor, as medidas de higiene, prevenção e controle. Também recomenda que os municípios deem prioridade aos idosos residentes em ILPIs na aplicação da terceira dose,

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