Moradores de condomínio na Pavuna, na Zona Norte do Rio, estão sem gás por causa de interferência do crime organizado — Foto: Reprodução/ TV Globo

Os moradores do condomínio Village Pavuna, na Zona Norte do Rio de Janeiro, denunciam que permanecem sem fornecimento de gás e recebem explicações contraditórias sobre o motivo do problema.



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O condomínio está sem gás desde segunda-feira (19/10) devido a um vazamento. A Naturgy, concessionária responsável pelo serviço, foi chamada para fazer o conserto, porém os funcionários foram ameaçados de morte por bandidos e impedidos de trabalhar.

Ao portal de notícias G1, um morador que preferiu não se identificar afirmou que não acha justo e reforçou que as contas estão em dia, mas mesmo assim permanecem sem o fornecimento.

Desde segunda-feira nós estamos sem gás, e nós temos já alguns protocolos de ligações que fizemos pra Naturgy. A resposta que eles davam é que eles tinham sido ameaçados. O fato chegou às autoridades, né? Nós vemos hoje aqui o Bope e outras forças. E a gente não consegue entender porque que a Naturgy não compareceu. Eu não acho justo. A minha conta está em dia e a de outros moradores também. E nós estamos sofrendo da forma que estamos”.

Os moradores denunciam que os criminosos querem explorar a venda de botijões de gás no condomínio. Ao todo, cerca de 12 mil moradores estão sem gás. São cerca de 30 prédios e 3.800 apartamentos, localizados próximo ao Complexo do Chapadão.

Christiane Delart, diretora técnica da Naturgy, confirmou ao portal G1 que os profissionais da empresa receberam um chamado de emergência e descobriram vazamentos. Segundo ela, uma reunião com os moradores já foi realizada, mas ainda não há prazo para que o gás seja religado.

De acordo com Delart, para o restabelecimento da energia será necessário visitar todas as mais de duas mil residências, que serão testadas.

A religação só será imediata naqueles imóveis que estiverem ok, sem nenhuma irregularidade em relação à norma e não apresentarem problemas como os imóveis que geraram a interrupção do fornecimento”, explicou a diretora. Ela contou ainda que outras reuniões devem ser realizadas e que a Polícia Militar deve preparar o efetivo para iniciar o procedimento e religar todas as unidades.

A Polícia Civil, que realizou uma operação na região após a repercussão do caso,  negou que o tráfico de drogas tenha relação com o corte do serviço e ameaças. 

O corte não foi promovido por traficantes com objetivo de assumir o controle da venda de gás. Esse corte foi deliberadamente feito pela Naturgy mediante a notícia do vazamento de gás e eles foram impedidos de fazer o reparo. Esse impedimento se deu pelos próprios moradores daquele condomínio. A Naturgy documentou no inquérito policial que possui um grande número de clientes inadimplentes, soma-se mais de 70% daqueles clientes e toda vez que ela é demandada a ir naquele condomínio fazer reparos ou desligamentos, uma porção desse número repele com ameaças os técnicos, que são obrigados a se retirarem do local”, afirmou o delegado André Leiras ao portal G1.

De acordo com a porta-voz da Polícia Militar, tenente-coronel Gabryela, que também falou com o portal de notícias, uma ameaça aconteceu quando os técnicos chegaram na casa de uma moradora.

Uma moradora estava com a conta de gás para ser cortada. O gás dela não iria mais funcionar e também tinha um escapamento. Quando a equipe da concessionária foi na casa dela, ela ameaçou os funcionários, disse que eles fossem lá, o tráfico de drogas iria impedir a saída deles do conserto”.

O delegado informou que a moradora, apontada como autora das ameaças, foi conduzida à delegacia, onde prestou depoimento. Segundo ele, a moradora vai responder um processo em liberdade, já que não houve flagrante.

1 COMENTÁRIO

  1. Então de tudo que foi dito na outra matéria teria sido mentira. Seriam os próprios moradores os criminosos. Prejudicando uma parcela dos condomínios que pagam em dia. Versões muito estranhas.

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