Moradores de rua improvisam varais de roupas em calçadas no Centro do Rio

A região do Centro continua passando por problemas de ordenamento urbano, e as autoridades têm tido dificuldades em administrar a população de rua e os camelôs

Varais de roupas no cruzamento das ruas Miguel Couto e Teófilo Otoni, no Centro do Rio - Foto: Reprodução

Quem passou nos últimos dias pelo Centro do Rio, mais precisamente pela região da Rua Miguel Couto, provavelmente se deparou com uma cena que, sem dúvidas, vem causando crescente estranheza.

No cruzamento com a Teófilo Otoni, moradores de rua transformaram as calçadas em uma espécie de ”quintal de casa”, pendurando roupas em varais improvisados e atrapalhando, assim, a passagem dos pedestres pelo local, além de piorar a percepção de civilidade e segurança da região central da capital fluminense.

”É um absurdo. A gente precisa passar pela calçada desviando de algo que é irregular. Não é possível que essa situação não possa ser corrigida”, diz uma fonte ouvida pela reportagem que preferiu não se identificar.

O Centro do Rio tem sido alvo de grandes planos pela atual gestão da Prefeitura da cidade, que chegou a criar o Gabinete de Crise para tratar dos problemas da região, que passa por grandes mudanças.

Como parte destes planos, a Poder Executivo municipal conseguiu limpar e civilizar a região localizada entre o obelisco da Avenida Rio Branco e o Largo da Carioca, considerado pelo prefeito Eduardo Paes a ”área brinco” – ou ”quadrante de ouro” – da região, que vem recebendo grandes investimentos do mercado imobiliário.

Vale ressaltar que o DIÁRIO DO RIO tentou contato com a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) para averiguar se há alguma previsão de solução para o caso, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve resposta. A reportagem será atualizada caso isso aconteça (conferir no final do texto).

Problema também em Copacabana

E não é só na região central do Rio de Janeiro que tem acontecido problemas desse tipo. No último sábado (27/11), você leu aqui no DIÁRIO DO RIO sobre sujeira e insegurança que moradores de rua têm causado nos arredores do Museu da Imagem e do Som (MIS), em Copacabana, na Zona Sul.

Atualização – 02 de dezembro de 2021 – 20h51

Via assessoria de imprensa, a Seop informou que os varais foram removidos na própria quinta-feira, data em que a matéria foi ao ar.

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8 COMENTÁRIOS

  1. Acho lamentável essas pessoas sem nenhuma ajuda dos governantes queria eu poder ajudar mas nunca maltratar e se indiferente a eles sinto dor no meu coração quando vejo essas situações

  2. Não vejo problema nos moradores de rua, cuidarem de sua higiene, e ao lavarem suas roupas, improvisar varais nas calçadas.
    Aliás, quem estiver incomodado, que encontre uma solução plausível, que não prejudique a dignidade dessas pessoas.
    O que me incomoda muito são os políticos brigando entre si, sempre buscando prejudicar os cidadões Brasileiros, funcionários públicos, que ao invés de solucionar, criam mais dificuldades (como exemplo: médicos e enfermeiros nós hospitais públicos, que se atende-sem logo quando o paciente chega a unidade de saúde, não existiria enormes filas). Muitos que moram na rua, já tiveram um lar um dia, mas, devido a política que vigora, sempre colocando ok cidadão de bem, o BB povo Brasileiro em último lugar, acabam não conseguindo pagar seus aluguéis. Outros, perdem seus imóveis para os nossos queridos políticos, que insistem em taxar com valores altíssimos o IPTU (exemplo: Estrada do Magarça, longe da Região Central, o IPTU está em média de R$2500,). Quem ganha um salário mínimo, não consegue pagar um valor tão elevado desse, porque além disso, tem a conta de energia, a conta de água, o alto gasto com trasporte público, para se deslocar até o trabalho e etc. E ainda temos a história da pandemia, que os nossos governantes criaram diversas dificuldades para fornecer o auxílio a realmente quem precisava, e com valor que mal se compra pão. Então acusar o morador de rua e muito fácil, já que ele não tem como se defender.
    O mesmo digo aos camelôs e vendedores ambulantes, que muitas das vezes, não tem outra oportunidade, por dificuldades criadas pelos nossos governantes.

  3. O PREFEITO, FORA O CÉSAR MAIA, ESTÁ SÓ, A GANGUE OU ESTÁ PRESA OU ARMANDO O BOTE EM OUTRO TESOURO. DO RIO DE JANEIRO, SÓ SOBROU A MISÉRIA PARA TODO LADO. MAS A BARRA DA TIJUCA, ESTÁ SENDO LIMPA COM COTONETE. KKKKK PORQUE SERÁ??? ESTAMOS DE ?

  4. O problema é jurídico, e os prefeitos de todo o Brasil ficam de mãos atadas. Não é mais possível realizar a internação compulsória de usuários de droga ou moradores de rua, então eles têm o “direito” de retornarem para fazerem o caos na cidade sempre que desejarem. Dá-se o “direito” a quem não tem condições de exercê-lo, e tira-se o “direito” do cidadão de trafegar em segurança.

  5. Este é o exemplar da “cidade fantasma” em que se transformou o centro do Rio. Ruas abandonadas com folhas de jornal e papeis ao vento, no chão restos de madeira, tecidos, embalagens de isopor, dejetos… Enfim, a “Cidade Maravilhosa” a cada dia se parece com filmes apocalípticos/distópicos nos quais sempre são mostradas cidades e estradas arrasadas e ausência de população. Só que isso é agora, vida real, na lata.

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