Imagem meramente ilustrativa de pessoas circulando pela Praça XV, no Centro do Rio - Foto Cleomir Tavares/Diário do Rio

Com um número cada vez maior de imunizados com a segunda dose ou dose única no estado do Rio, a melhora da confiança dos consumidores na economia começa a se consolidar. No entanto, o receio de perder a ocupação ainda ronda os fluminenses. Levantamento do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) com cidadãos do estado do Rio de Janeiro, mostra que o medo de perder o emprego nos próximos três meses se manteve estável, apesar de uma leve alta de 5,6 pontos percentuais em julho. Assim, 44,8% da população tem receio de perder o trabalho, frente a 39,2% no mês anterior. Em março desse ano, esse percentual alcançou sua maior alta dentro da série histórica, com 62,1%, se mantendo em 60,1% em abril, apresentando queda a partir de maio. Já os entrevistados que estão com pouco medo de perder o emprego apresentou queda em relação ao mês anterior, indo de 26,2% para 19%. A pesquisa também registra que 31,2% dos fluminenses não estão com mede de perder o emprego. Em junho, eram 34,6%.

Fluminenses mais confiantes na economia

De acordo com a sondagem do IFec RJ, a confiança dos consumidores fluminenses na economia do estado do Rio para os próximos três meses apresentou estabilidade em julho. Questionados sobre as expectativas em relação à retomada da economia no próximo trimestre, o levantamento registrou leve redução no percentual de consumidores que estão confiantes ou muito confiantes, indo de 44,5% em junho, para 44,2%. Por outro lado, 33,7% dos entrevistados estão pessimistas e muito pessimistas, em maio eram 36,5%, redução de 2,8 pontos percentuais. Os entrevistados que acreditam que não haverá alteração apresentou aumento, atingindo 22,1% dos consultados frente a 18,9% anteriormente.

Com relação à confiança na economia nacional, cerca de 47,5% dos consumidores entrevistados se mostraram confiantes ou muito confiantes, proporção pouco menor que o constatado em junho (51,2%), redução de 3,7 pontos percentuais. O indicador referente aos que estão pessimistas ou muito pessimistas se manteve estável, indo de 32,9% para 32,2%.

Renda Familiar

A porcentagem de fluminenses que acreditam em algum tipo de redução da renda familiar no próximo trimestre apresentou leve aumento, indo de 22,6% para 26,4%. Em março esse percentual era de 60,8% dos entrevistados. O total dos que creem que a situação econômica de suas famílias continuará como está se manteve estável, indo de 44,5% para 42,3%. Os entrevistados que acreditam que a renda aumentará de alguma forma, também permaneceu estável, após três meses de alta, alcançando 31,3% dos consumidores, em julho (32,9%), maio (22,7%) e abril (15,1%), representando uma diferença de 17,8 pontos percentuais no consolidado.   

Endividamento e Inadimplência

O total de fluminenses que se disseram endividados ou muito endividados aumentou de 50,2% em junho, para 53,7% em julho. Os que se dizem pouco endividados se manteve estável em 19,3%. Já o percentual de consumidores não endividados caiu de 29,6% para 27%.  A porcentagem de entrevistados inadimplentes ou com muitas restrições apresentou estabilidade nessa pesquisa: de 37,5% para 37,1%. O índice de fluminenses pouco inadimplentes diminuiu de 17,9% para 17,1%. Já o número de cidadãos sem restrições teve leve alta: de 44,5% para 45,7%. Entre os que se declararam inadimplentes, o cartão de crédito segue na liderança (62,5%), seguido pelas contas de luz, gás, água, internet e telefone (45,8%), crédito pessoal (22%), pelo cheque especial (20,8%), além de escola, faculdade e curso (20,2%) e aluguel (20,2%).

Consumo de bens duráveis

Perguntados sobre os gastos com bens duráveis, 31,3% dos consumidores afirmaram que pretendem aumentar esse tipo de consumo, em junho eram 26,9%. Outros 46,9% responderam que esperam gastar menos, no mês anteiro foram 49,5%. Já 21,8% pretendem manter esses gastos, na sondagem passada foram 23,7%.

Realizada entre os dias 14 e 16 de julho, a pesquisa contou com a participação de 326 consumidores do estado do Rio de Janeiro e teve como objetivo entender quais as expectativas dos fluminenses com relação a retomada da economia do estado do Rio e brasileira, além da percepção sobre o desemprego e renda familiar, entre outros indicadores.

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