Maurice Capovilla, cineasta, ator, roteirista e produtor - Foto: Reprodução

Faleceu no último sábado (29/05), no Rio de Janeiro, aos 85 anos, Maurice Capovilla, um dos grandes nomes da história do cinema brasileiro. O corpo de Capô, como era carinhosamente chamado, será cremado neste domingo (30/05), no Crematório da Penitência, no Caju, Zona Portuária da capital fluminense. O velório está previsto para às 15h, na Capela 5.

De acordo com Heloísa Alvim, cunhada de Capovilla, ele sofria de Alzheimer há cerca de 5 anos e morreu em casa, onde estava acamado. O cineasta já não falava nem andava. ”Mas Capô, até alguns meses atrás, ainda conseguia escolher filmes e ensinar o valor do cinema para minhas netas. Ele era incrível mesmo doente. Elas ficavam lá quietinhas, vendo com ele e discutindo. Um verdadeiro mestre”, disse ela.

Há 39 anos, Maurice, que também era ator, roteirista e produtor de cinema, era casado com Marília Alvim. O casal não teve filhos, mas Capovilla era pai de Lia, Matias e Adriana, do primeiro casamento, e de Mayra, do segundo.

Na quinta-feira (27/05), vale destacar, Capô publicou em seu perfil oficial no Facebook um texto de despedida, escrito por ele próprio, no qual destacava o avanço da doença que lhe acometia.

”Grande abraço a todos – Capô
Nesta quinta feira vou me despedir para sempre. Peço desculpas aos meus amigos e amigas. Aconteceu o que estava previsto há muito tempo: o Alzheimer tomou conta da minha memória implacável assim para sempre. Vou sentir saudades, mas devo um grande abraço a todos vocês que me acompanharam.”

Nascido em Valinhos, no interior de São Paulo, em 16 de janeiro de 1936, Capovilla estreou como cineasta em 1962, com a direção do curta-metragem ”União”. Entre os outros curtas dirigidos que dirigiu, destaca-se o documentário ”Subterrâneos do Futebol”, de 1964.

Já seu primeiro longa-metragem, ”Bebel, Garota-Propaganda”, aconteceu em 1968, com roteiro escrito por ele mesmo. Na década de 70, dirigiu as séries ”Globo Shell” e o programa ”Globo Repórter”, da ”TV Globo”. Nos anos 80, por sua vez,, foi diretor de núcleo da ”Rede Bandeirantes”.

Seu último longa como diretor foi ”Harmada”, em 2003, no qual também laborou o roteiro. Como ator, seu último trabalho foi em 2005, no filme ”Donde Comienza el Camino”.

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