Morreu na madrugada deste sábado, aos 75 anos, o cineasta Paulo Thiago Ferreira Paes de Oliveira. Ele estava internado desde o dia 7 de maio no Hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio, e faleceu após uma parada cardíaca em consequência de uma doença hematológica, que compromete a produção dos componentes do sangue.

Paulo Thiago foi um dos mais relevantes produtores da cinematografia brasileira e deixa mulher e dois filhos. A esposa Gláucia Camargos é produtora, o filho Pedro Antonio também é cineasta e Paulo Francisco é músico.

O corpo de Paulo Thiago será velado neste sábado (05/06) em uma cerimônia restrita aos familiares.

Nascido em Aimorés (MG), em 8 de outubro de 1945, Paulo Thiago e se mudou para o Rio de Janeiro aos cinco anos de idade. Ele cursou economia e sociologia política na PUC, mas a paixão pelo cinema e a literatura o levou para essas áreas.

O profissional se preparava para rodar Rabo de Foguete, da obra de Ferreira Gullar, e um documentário sobre o MPB4.

A estreia como documentarista foi com “A criação literária de João Guimarães Rosa” (1969). No ano seguinte, dirigiu o primeiro longa, “Os senhores da terra”.

Paulo Thiago dirigiu longas importantes como “Vagas para moças de fino trato” (1993), “Policarpo Quaresma, herói do Brasil” (1997), “Orquestra dos meninos” (2008), “Jorge, um brasileiro” (1989) e Sagarana, o Duelo (1974), que foi o filme representante do Brasil na Competição Oficial do Festival de Berlim.

Além de diretor, atuou ainda como produtor em filmes como “Aparecida, o milagre” (2010), de Tizuka Yamasaki; “Engraçadinha” (1981), de Haroldo Marinho Barbosa; “O Bom Burguês”, de Oswaldo Caldeira; e “Beijo na Boca” (1982), de Euclydes Marinho.

Seu primeiro filme, “Os senhores da Terra”, lhe rendeu o prêmio da FIPRESCI, que poucos cineastas do Brasil conquistaram.

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