Cláudio Valério Teixeira (Foto: Reprodução)

Morreu na madrugada desta terça-feira (27/04), o professor, pintor e crítico de arte Cláudio Valério Teixeira, na emergência do Complexo Hospitalar de Niterói (CNH), na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Nos últimos tempos, o artista, de 71 anos, passou por uma longa internação hospitalar por conta da Covid-19. Neste processo, os médicos descobriram um câncer de pulmão, segundo informou o jornalista Gilson Monteiro.

Artista de renome internacional, Cláudio Teixeira teve sua última mostra exposta na galeria Evandro Carneiro, em dezembro. Na época, ele já estava internado com Covid-19 e não compareceu ao evento.

Filho do grande mestre da pintura, Oswaldo Teixeira, foi professor de Belas Artes da UFRJ, depois de uma luta de onze anos na Justiça Federal para garantir sua posse na cadeira de Arte e Restauro.

Vários prédios tombados foram restaurados sob coordenação de Claudio Valério, dentre eles o Teatro Municipal João Caetano, o Solar do Jambeiro, o Palácio Arariboia, a Igreja de São Lourenço, a Capela de São Pedro (no Maruí). Todos esses bens fazem parte do acervo arquitetônico e histórico de Niterói.

Seu ateliê no bairro de São Francisco, em Niterói, era procurado por colecionadores de quadros, grandes marchands e donos de galerias de arte para que confirmasse a autenticidade de pinturas.

O profissional também foi Secretário de Cultura de Niterói. Com uma equipe de 18 pessoas, recuperou 18 painéis que compõem o majestoso painel “Guerra e Paz”, obra de Cândido Portinari exposta na ONU, em Nova York.

Era casado com Tânia, também restauradora e deixa os filhos Vitor e Pedro que seguiram a carreira dos pais, e Rafael, músico. A mulher, os dois filhos e a equipe especializada vão dar continuidade à empresa e ao trabalho do grande mestre da restauração.

Colecionador de arte do Rio de Janeiro, Cláudio Castro lamentou a morte do profissional, a quem classificou como um dos mais competentes do ramo.

“Cláudio era um dos restauradores mais competentes e criteriosos do Rio de Janeiro. Os colecionadores e amantes da arte perdem um amigo, e um nome que sempre foi sinônimo de competência”

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