Foto: Custodio Coimbra, O Globo

Dias atrás, o Diário do Rio publicou uma matéria sobre um aplicativo de transportes criado, supostamente pela milícia, para circular somente no Rio das Pedras. Por conta disso, condutores da Uber, 99, e de outros apps, temem trabalhar na região – alguns já sofreram ameaças, inclusive.

Em grupos de WhatsApp de motoristas de aplicativos, o alerta vem sendo constante para que os condutores evitem o Rio das Pedras e regiões próximas, como Muzema e Itanhangá.

“O que chega para a gente é que Rio das Pedras, Muzema, Itanhangá, Tijuquinha, Jordão e outras partes de Jacarepaguá está proibido trabalhar. Só pode o RP Driver”, comenta um motorista da Uber que pediu para não ter nome citado.

Outro condutor que também pediu sigilo contou que a ideia está se expandindo e chegando a outros bairros dominados por milicianos. “Santa Cruz também está para ter um aplicativo deles”, afirmou.

Motoristas pontuam que, apesar do receio, eles costumam deixar passageiros nas regiões próximas e no próprio Rio das Pedras. Todavia, sair com passageiros de lá é o que vem se tornando um problema cada vez maior.

“Para aumentar a segurança de motoristas parceiros e usuários, nosso aplicativo pode impedir solicitações de viagens de áreas com desafios de segurança pública em alguns dias e horários específicos. A empresa tem tem adotado no Brasil uma nova tecnologia para identificar riscos com base na análise, em tempo real, dos dados das milhões de viagens realizadas diariamente por meio do aplicativo. A ferramenta, que usa algoritmos que apreendem de forma automatizada a partir dos dados, bloqueia as viagens consideradas potencialmente mais arriscadas, a menos que o usuário forneça detalhes adicionais de identificação”, informa a Ubber, em nota.

Policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) estão investigando o aplicativo de transporte criado no Rio das Pedras há cerca de um mês, inicialmente para atender exclusivamente moradores da comunidade.

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