MPRJ e Defensoria Pública do Rio pedem a interdição imediata do Ninho do Urubu

Por meio do Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST/MPRJ), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Defensoria Pública do Rio (DPGE), pelo Núcleo de Defesa do Consumidor, protocolaram, nesta quarta-feira (20/02), um pedido de urgência para que o Juizado Adjunto do Torcedor e dos Grandes Eventos determine o bloqueio de R$ 57,5 milhões das contas do Clube de Regatas do Flamengo e a imediata interdição do Centro de Treinamento George Helal, popularmente conhecido como Ninho do Urubu, em Vargem Grande, Zona Oeste da Cidade.

“A omissão do clube, aliada ao grave acidente ocorrido, demonstra um desrespeito reiterado às determinações de interdição das referidas instalações”, diz a petição.

Segundo o pedido de urgência cautelar, o Centro de Treinamento deverá ser interditado até que suas instalações estejam completamente seguras e regularizadas junto ao Corpo de Bombeiros e ao Município do Rio de Janeiro, com a emissão de Certificado de Corpo de Bombeiros, Alvará de Funcionamento e Habite-se. Em caso de descumprimento, o MPRJ e a DPGE pedem que seja estabelecida multa única de R$ 10 milhões para o clube e multa diária pessoal para seu presidente no valor de R$ 1 milhão.

O bloqueio judicial no valor de R$ 57,5 milhões tem a finalidade de possibilitar o ressarcimento das indenizações a serem posteriormente apuradas na ação principal que também pedirá à Justiça que obrigue o Flamengo a realizar uma série de medidas capazes de evitar que outros infortúnios voltem a se repetir.

Nesta quarta-feira, o Diário do Rio noticiou que o Flamengo não fechou a um acordo com os órgãos públicos em relação à indenização das famílias dos meninos que morreram no incêndio.

Sobre o caso, em nota, o Flamengo respondeu que desde o início tomou a iniciativa de procurar as autoridades e trouxe familiares das vítimas parta o Rio de Janeiro. A direção informa que enviou uma proposta de valor “que pudesse balizar as conversas. Isso foi feito, embora não atendesse ao princípio de uma mediação aberta”.

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