Funcionários fazem visita a área do plenário na futura sede da Alerj
Foto: Rafael Wallace

A mudança de sede da ALERJ para sua nova sede no antigo prédio do BANERJ, o Edifício Lucio Costa, também conhecido com Banerjão, em frente ao Buraco do Lume, deve começar a partir do recesso parlamentar do início de 2020. A mudança começaria pelos setores administrativos da Casa, até que as atividades que hoje acontecem em três prédios sejam unificadas no edifício do antigo Banerj, que foi totalmente reformado. A informação foi divulgada pelo diretor-geral da Casa, Wagner Victer, nesta segunda-feira (19/08), durante reunião da Comissão Especial de Modernização Tecnológica da Casa.


Ao final deste ano, durante o recesso, faremos já a mudança do prédio administrativo da rua Alfândega para a nova sede. No meio do ano que vem será feita a mudança de alguns gabinetes. O novo prédio, o edifício Lúcio Costa, vai permitir uma maior integração de todas as atividades do sistema legislativo fluminense. Acreditamos que o prédio é uma evolução, as obras estão sendo executadas com um valor muito inferior à metade que seria se fosse construído um prédio novo, permitindo que haja o plenário junto com as atividades administrativas e uma série de outras atividades que são feitas dispersas hoje”, ressaltou.

Victer lembrou que estão sendo gastos R$ 156 milhões com as obras no edifício, que contaram com a reutilização de materiais e seguem determinações de acessibilidade e de sustentabilidade, com o reúso de águas. Segundo ele, que é engenheiro, a construção de um novo prédio custaria pelo menos R$ 400 milhões. O diretor-geral explicou que, entre as intervenções que ainda estão pendentes para permitir a mudança estão a aquisição de mobiliário, a estruturação de cabeamento do edifício, além da autorização do Corpo de Bombeiros para o funcionamento da nova sede.

O presidente da comissão, deputado Alexandre Knoploch (PSL) afirmou que o objetivo é planejar uma operação assistida para monitorar os acessos e atividades de pelo menos 3.000 pessoas entre parlamentares e funcionários. “Imagina essas pessoas trabalhando simultaneamente e chegando juntas no novo prédio? A ideia é discutir um ajuste fino, inclusive de uso do edifício. Sabemos que atualmente o prédio anexo é muito mal utilizado. Tem problemas sérios de estrutura e conservação. Precisamos mudar esse conceito para que o novo prédio, de fato, seja uma referência no estado do Rio de Janeiro”, disse o parlamentar.

O Banerjão tem 31 andares, e foi construído em 1960 para ser sede do então Banco do Estado da Guanabara, o BEG, e com a fusão virou sede do Banco do Estado do Rio de Janeiro, o Banerj, que foi incorporado ao Itaú em 2004. E depois passou a sediar órgãos públicos, até ser adquirido pela ALERJ.

Antes de criticar a mudança, a atual sede da ALERJ, no Palácio Tiradentes realmente não suporta mais o número de pessoas que passam pelo local, nem a equipe. O mesmo acontece com a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, que tem uma estrutura muito pior que da ALERJ atualmente e sem previsão de mudança.

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