Museu Casa do Pontal (Foto: Reprodução Internet)

O Museu do Pontal promoveu um financiamento coletivo no mês de dezembro de 2020, para o plantio de seus jardins externos e internos, em sua nova sede na Barra da Tijuca, que deve ser inaugurada entre abril e junho de 2021. Foram 123 benfeitores, que contribuíram com R$71,455 mil, dos quais R$21,5 mil por doação direta, e R$49,935 mil utilizando a renúncia fiscal do governo de até 6% do total do Imposto de Renda Pessoa Física.

Somada a esta participação, a empresa Repsol Sinopec aportou outros R$200 mil, o que garante a realização integral do paisagismo de uma área de 2 mil metros quadrados. O total obtido com as doações foi de R$271.455. Nesta primeira fase, serão plantadas mais de 30 mil mudas de 37 espécies brasileiras, de árvores frutíferas e vegetação tropical às paisagens da caatinga, que dialogam com o precioso acervo do Museu, o maior e mais abrangente de Arte Popular do Brasil, contando com mais de nove mil esculturas, de 300 artistas de várias regiões. Em uma futura campanha, o foco será o plantio do bosque de 8 mil metros quadrados, que contribuirá expressivamente para a purificação e umidade do ar da região, capturando CO2 e devolvendo oxigênio para a atmosfera. 

Lucas Van de Beuque e Angela Mascelani, que dirigem a instituição – ele como Diretor-Executivo e ela como Diretora-Curadora – se dizem aliviados e confiantes. “Ao longo dessa jornada percebemos nitidamente que somente através de uma sociedade civil organizada e forte é possível resistir. Temos esperança que exemplos como o nosso, de mobilização da sociedade, sejam inspiradores para a construção de um país mais justo, inclusivo, diverso e plural. Essa união em torno de propósitos é ainda mais relevante, nas circunstâncias atuais”.

O novo espaço, instalado em um terreno de 14 mil metros quadrados, próximo ao Bosque da Barra, amplia o raio de atuação e programação do Museu do Pontal, que assim irá se constituir um dos mais relevantes equipamentos de arte e cultura da Zona Oeste do Rio de Janeiro, promovendo ainda projetos sociais, ambientais e educacionais.

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carioca, estudante de Letras na UFRJ. Nascida numa segunda-feira de carnaval, se apaixonou muito cedo pela arte das Escolas de Samba. Moradora da Taquara, é Zona Oeste desde os onze anos; não dispensa um passeio pelo Centro, uma ida ao Parque de Madureira, uma volta pela Cidade das Artes ou qualquer outro evento que consiga ir. Gosta de teatro e música, às vezes se arrisca nessas áreas. Também é pseudônimo de Bárbara de Carvalho.

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