Peças doadas ao Museu Nacional da UFRJ para a reconstrução do seu acervo | Foto: Divulgação (MN/UFRJ)

Após três anos do incêndio, o Museu Nacional (MN) da UFRJ e o Comitê Executivo do Projeto Museu Nacional Vive (UFRJ, Unesco e Instituto Cultural Vale) anunciaram, em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (2/9), a campanha para recomposição do acervo da instituição. O planejamento é receber 10 mil exemplares para quatro circuitos de exposição. O evento contou com a participação da reitora da UFRJ, Denise Carvalho.

Parte do novo acervo doado ao Museu Nacional/UFRJ pode ser conhecido ao acessar o site www.recompoe.mn.ufrj.br. Nele estão depoimentos de alguns doadores, como o diplomata aposentado do Itamaraty Fernando Cacciatore, que doou 27 peças greco-romanas, o pesquisador Wilson Savino, com uma coleção etnográfica africana, e o compositor e cantor Nando Reis, que doou uma coleção de caramujos. Todas as peças recebidas pelo Museu Nacional e a declaração de compromisso com a recomposição das coleções ? com alusão à Declaração de Independência do Brasil de 1822 ?  também podem ser acessadas nesta página.

Agora formalizamos uma ação que foi iniciada logo após o incêndio em 2018. A melhor resposta que podemos dar é a reconstrução do nosso acervo. Sem acervo expressivo, não teremos o Museu Nacional de volta”, destacou o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner.

O diretor do MN ressaltou o trabalho dos curadores da instituição para aprovação das novas peças recebidas. Essas peças ainda passam pelo crivo dos profissionais responsáveis pelas exposições do Museu. 

O planejamento da direção do MN/UFRJ é de que as 10 mil peças ocupem os 5,5 mil metros quadrados das quatro exposições da instituição: Histórico ( mil exemplares); Universo e Vida (4,5 mil exemplares); Diversidade Cultural (2,5 mil exemplares) e Ambientes do Brasil (2 mil exemplares).

Avanço da reconstrução do Museu Nacional

A estimativa para a reconstrução do Museu Nacional é de 380,5 milhões de reais. Deste valor,  64% já foram captados. As obras do bloco 1 (bloco histórico) do Museu Nacional devem começar ainda em 2021. Os blocos 2 e 3 já têm os seus projetos executivos de obra aprovados pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan). O projeto executivo do bloco 4 ainda aguarda a aprovação.

Desde o incêndio, em 2018, está sendo feito um trabalho de higienização e proteção dos elementos ornamentais e artísticos do local. Aproximadamente 50 profissionais, entre arquitetos, consultores e restauradores, atuaram na conservação de ornatos de salas históricas do Paço de São Cristóvão, escadaria monumental de mármore, pisos e pinturas murais, entre outros elementos.

“Nestes três últimos anos, toda a comunidade do Museu Nacional tem trabalhado com muita resiliência e capacidade de adaptação para reconstruí-lo. Faremos, assim, uma instituição mais moderna e com mais poder de interação com a sociedade. Os nossos parceiros estão sendo fundamentais para tornar o sonho da volta do Museu Nacional uma realidade”, vibrou a reitora da UFRJ, Denise Carvalho.

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui