Foto: Reprodução

Nesta sexta-feira (26/03), o prefeito Eduardo Paes e o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, divulgaram a 12ª edição do Boletim Epidemiológico da Covid-19. Entre os dados divulgados, foram abordados os casos de novas variantes da Covid-19 e a tendência de alta nas médias móveis de casos confirmados e de óbitos causados pela doença.

O novo boletim detalhou que o município do Rio totalizou, desde o início da pandemia, 221.340 casos de Covid-19, com 19.926 óbitos. No ano passado, a taxa de incidência da doença foi de 2.884,3 por 100 mil habitantes, com letalidade de 9,3% e taxa de mortalidade de 268,2/100 mil. Já em 2021, a incidência está em 438,5/100 mil, a letalidade em 7% e a mortalidade, em 30,9/100 mil. O boletim foi elaborado pelo Centro de Operações de Emergências (COE Covid-19 Rio), que monitora o panorama epidemiológico da cidade.

Na última semana, houve mais 129 casos das novas variantes do vírus, 123 deles em moradores do município. No total, já são 183 casos na capital, sendo 38 originários de outras regiões do país que vieram para internação em hospitais federais e 145 de moradores da cidade. Dos residentes, são 137 casos da variante brasileira (P.1) e sete da britânica (B.1.1.7); 16 pacientes morreram, três seguem internados e os demais já estão recuperados.

Os atendimentos a pacientes com síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave (SRAG) nas unidades de urgência e emergência também continuam em crescimento. Para conter a circulação do coronavírus e suas novas variantes na cidade, entraram em vigor nesta sexta as medidas restritivas emergenciais instituídas pelo decreto nº 48.644, que terão duração de 10 dias, até 4 de abril.

Paes ressaltou que a Prefeitura criou uma série de ações para auxiliar tanto as pessoas mais vulneráveis quanto os setores da economia que vão sofrer com a paralisação de suas atividades nestes 10 dias. E deu um recado direto à população:

Criamos um conjunto de condições facilitadoras para que você não se desloque, possa permanecer em casa. Se você seguir esta regra, a gente vai diminuir o número de pessoas que podem se contaminar nos próximos 10 dias. Estamos em um momento de maior número de internações desde o início da pandemia, maior número do que o ano passado“, disse Paes.

O prefeito lembrou que foram abertos mais de 350 leitos novos desde janeiro, mas que existe um teto e a Prefeitura já está quase em sua capacidade máxima de atendimento. O secretário Daniel Soranz reforçou que a população precisa se conscientizar sobre a importância de evitar a circulação nas ruas sem necessidade.

“Não é o momento de receber pessoas e amigos em casa. Só para lembrar, a gente tinha 30/40 internações por dia e (esse número) subiu para mais de 150 por dia, chegando ao pico de 170. Cresceu de maneira muito rápida, como aconteceu em São Paulo e Minas. Nós temos 663 pessoas internadas em um leito de UTI. São pessoas que tiveram Covid da forma mais grave. A mortalidade em um leito de UTI é, no mínimo, de 40%. É muito alta. Então, temos que prestar atenção, porque significa que muitas pessoas estão adoecendo de forma grave. Talvez esse seja o ponto mais preocupante”, afirmou Soranz.

No momento, a rede SUS conta com 705 leitos operacionais de UTI dedicados à doença, o maior número desde o início da pandemia, há um ano, o que resultou também nos maiores números de pacientes internados. A capacidade instalada da rede atualmente é de 826 leitos de UTI, o que significa que ainda há leitos de terapia intensiva possíveis de serem abertos.

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui