Trem no Rio de JaneiroAcredite se puder: É possível sair da Zona Oeste ou da Baixada Fluminense e chegar no Centro do Rio em menos de uma hora, sem engarrafamentos. Contudo, infelizmente, ainda não é possível fazer isso com conforto, segurança e pontualidade.

Os trens que conectam o Terminal da Central do Brasil e os bairros da Zona Norte e da Zona Oeste, além de municípios do Grande Rio, são o meio mais rápido para se chegar ao destino desejado. É possível por exemplo, sair da Central e chegar a Campo Grande em 55 minutos ou pegar o trem em Duque de Caxias e desembarcar na Central em meia hora.

Acontece que, para economizar tempo, os passageiros que circulam pelos trilhos que já foram da Estrada de Ferro Central do Brasil, da Rede Ferroviária Federal, da Companhia Brasileira de Trens Urbanos, da Flumitrens e hoje são da Supervia precisam conviver com superlotação, calor, barulho, inúmeros vendedores ambulantes, atrasos, problemas mecânicos, sujeira e insegurança.

O serviço melhorou nos últimos anos após a privatização, é verdade, mais ainda há muito o que fazer. Os trens poderiam ser um transporte rápido, confortável, seguro, limpo, tranquilo, fresco e eficiente, assim como um dia já foi a Linha 1 do Metrô carioca.

Enquanto o Governo do Estado continua bancando a compra de novos vagões, embora a empresa tenha sido privatizada e hoje seja de posse da poderosa Odebrecht, os projetos de metrolização dos trens urbanos do Rio continuam engavetados, enxergando a luz do sol apenas durante as campanhas eleitorais para logo depois retornar aos arquivos.

A estimativa de gastos necessários para colocar os trens no patamar ideal não chega nem perto do custo de outras iniciativas menos relevantes e de menor impacto. Basta vontade política e cobrança firme e contínua por parte da população. Isso inclui aqueles que possuem carro, afinal, quanto melhor o transporte de massa, menos veículos nas ruas.

Enquanto os planos de melhora do serviço dos trens não saem do papel, cabe ao Governo Estadual cobrar melhorias até o limite do possível com a estrutura atual e fiscalizar o cumprimento dos compromissos firmados pela empresa.

A mudança é urgente pois, atualmente, embora existam avanços, a Supervia ainda não tem nada de Super.

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