Rosa Fernandes

O sonho de muito político não é ser prefeito, governador ou presidente, e sim ser Conselheiro dos Tribunais de Conta, e esse é o caso da frequentemente vereadora mais votada do Rio de Janeiro Rosa Fernandes (PMDB). Afinal é um salário de quase R$ 30 mil mensais, férias de 60 dias, cargo vitalício (ou seja, sem precisar passar pela eleição), aposentadoria integral aos 70, carro com motorista, celular pago, camarote no Carnaval, e um poder danado, já que aprova ou reprova as contas.

Pois estava tudo certo para Rosa ser a mais nova Conselheira do Tribunal de Contas do Município do Rio, até festa de posse preparada, mas aí veio o STF e atrapalhou tudo. O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu liminar na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 358 para suspender os procedimentos para escolha do próximo conselheiro do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro. Indicada pela Câmara de Vereadores do Rio, Rosa Fernandes é candidata única ao posto do conselheiro Fernando Bueno Guimarães, que se aposentou na semana passada.

A ação questiona emenda realizada em 2014 na Lei Orgânica municipal estabelecendo novos critérios para o preenchimento de vagas do Tribunal de Contas, que, segundo o pedido, teriam favorecido as indicações do Legislativo em desfavor daquelas feitas pelo Poder Executivo. Vale ressaltar que na mesma Lei já tinha sido indicado como Conselheiro o ex-vereador Luiz Antônio Guaraná.

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