Foto: Reprodução/Internet

Na próxima semana começa oficialmente Brasil afora sua maior festa popular: o Carnaval. Seja gigante como no Rio de Janeiro, São Paulo ou Salvador ou pequeno nos afastados cantos do Brasil, em todos os cantos a festa Carnavalesca está presente. O Carnaval brasileiro é conhecido em todo o mundo. Turistas vem ao Brasil especialmente nesta época para conhecer o ritmo e a festa nascidos da mistura de raças e de cultura que em nosso País tão grandemente acontece. 

Escolas de Samba, blocos de rua, bailes de salão e outras manifestações compõem o Carnaval em sua grandeza. No mundo todo quando se fala em Brasil se pensa em futebol e carnaval. Os mais pessimistas dizem que a festa serve apenas para que o sofrido povo brasileiro afogue suas mágoas nos dias de folia.



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Não é verdade. O Carnaval é um momento acima de tudo de alegria. Claro que é bem provável que naqueles dias algumas pessoas esqueçam os dramas da vida real num país como o nosso que luta para tornar-se uma grande nação mas, de forma geral, as pessoas esperam a festa carnavalesca por gostarem do evento que a cada ano se torna maior. 

Mas há pecado em “brincar” o Carnaval? Claro que não. O pecado não está em uma festa, um evento, uma comemoração, o pecado está nas pessoas, nos corações de cada um. O conceito histórico de pecado nasceu muito mais para colocar um freio na humanidade que até a idade média era bem menos civilizada. A civilidade e os conceitos de vida em sociedade surgiram a partir da Revolução Francesa e de outros momentos importante para a história do homem. 

O pecado no sentido religioso da palavra, em minha opinião é claro, é definido por cada confissão religiosa. Vejamos que no Islã um homem pode ter quantas esposas puder sustentar, ao contrário, no Catolicismo o casamento é eterno e “o que Deus uniu o homem não separa.” Cada religião tem um conceito de pecado e do como cometê-lo. 

Definitivamente o pecado é toda e qualquer ação que nos afasta de Deus, que nos coloca em rota de colisão com os ensinamentos do Cristo, que tira de nós sentimentos nobres como a fraternidade e a caridade. Se o corpo humano para os Católicos é tempo do Espírito Santo de Deus, claro também que os excessos que o prejudiquem podem ser numa interpretação mais ampla uma forma de pecado. 

Não é preciso que o Carnaval aconteça para que o pecado ocorra. É possível participar do Carnaval, se divertir, se alegrar, se confraternizar sem cometer pecado algum. A meu sentir é muito mais pecaminoso, em qualquer época do ano compactuar com a corrupção, deixar de ser generoso com alguém que necessite, negar a mão amiga a quem precisa, deixar de cumprir seus deveres de cidadão, furar a fila dos cinemas, desprezar as pessoas ou julgar-se superior a elas. 

Pecar como disse é estar longe de Deus ou ter atitudes que Dele nos afaste. Brinquemos o Carnaval, sem excessos, com comedimento, valorizando o amor, a alegria e a amizade, valores que certamente nos aproximam de Deus. Bom Carnaval.

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